Médico prescreve sorvete de chocolate e “Free Fire” para criança gripada

Caso de conduta médica questionável gera demissão em SP

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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O médico que atendeu uma criança com sintomas gripais na UPA Jardim Conceição, em Osasco, na Grande São Paulo, na madrugada do dia 18, foi alvo de uma investigação aberta pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

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Após chegar em casa e mostrar a receita para um parente, Priscila da Silva Ramos, mãe do menino de 9 anos que foi atendida, percebeu que o médico tinha zombado dela e da criança. Ela questionou como seu filho poderia tomar sorvete de chocolate se ele estivesse com a garganta inflamada.

A criança apresentava tosse, gripe forte, dor de garganta, tonturas e começou a vomitar próximo ao horário em que foi levada ao hospital. Durante o atendimento, o médico não examinou a criança, apenas perguntou o que ele estava sentindo e prescreveu vários medicamentos. Priscila afirmou que tomou alguns dos remédios, como dipirona, mas não tinha conhecimento dos outros, e o médico não explicou nada sobre eles.

Sem se levantar da cadeira, o médico perguntou ao menino se ele queria sorvete de chocolate ou morango, e ele escolheu chocolate. Então o médico escreveu na receita: “sorvete de chocolate duas vezes ao dia, mais Free Fire diariamente”.

O médico possui registro ativo no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), mas não tem especialidade registrada. Na receita, ele se identifica como neurologista.

Outro problema relatado pela mãe foi a falta de uma farmácia na UPA. A farmácia mais próxima fica a cerca de 15 minutos de distância a pé. Priscila conseguiu buscar os remédios para medicar o filho no dia seguinte.

A Prefeitura de Osasco, em nota, informou que a criança foi diagnosticada com nasofaringite aguda e que, de acordo com o exame físico descrito no prontuário pelo médico, a criança apresentou um quadro inflamatório agudo, mas sem sinais de gravidade da doença.

A prefeitura também afirmou que o médico justificou a prescrição do sorvete como uma forma de alívio da dor, já que o consumo de alimentos gelados pode ter um efeito anestésico e permitir que a criança se alimente durante a fase aguda da doença.

Devido à conduta seguido com o paciente e seus familiares, além da falta de esclarecimento sobre as condutas tomadas, o médico foi desligado do quadro de atendimento de serviços da prefeitura.

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