Para setor, cessão onerosa foi positiva para petroleira
O acordo fechado entre Petrobrás e União sobre a cessão onerosa, no valor de R$ 33,6 bilhões, foi bem recebido pelo mercado, que havia seis anos aguardava o desfecho da operação. O acordo diz respeito a um reservatório gigante no pré-sal da bacia de Santos, que pode mais do que dobrar as reservas de petróleo do Brasil. Recém-saída de sua pior…

O acordo fechado entre Petrobrás e União sobre a cessão onerosa, no valor de R$ 33,6 bilhões, foi bem recebido pelo mercado, que havia seis anos aguardava o desfecho da operação. O acordo diz respeito a um reservatório gigante no pré-sal da bacia de Santos, que pode mais do que dobrar as reservas de petróleo do Brasil.
Recém-saída de sua pior crise financeira, a Petrobrás deve usar os recursos para adquirir blocos no leilão dessa área, previsto para 28 de outubro.
A expectativa é de que o leilão de outubro ofereça 10 bilhões de barris em reservas. A Petrobrás vai disputar os blocos com empresas privadas, que terão que ressarcir posteriormente a estatal pelos investimentos já realizados na área. Ainda não foi divulgado, no entanto, o valor do investimento pela petroleira nesses reservatórios.
“O governo não tem dinheiro, e assim ela (Petrobrás) compra áreas potenciais no leilão que irão gerar fluxo de caixa adiante, e melhorar sua estrutura de capital”, diz Pedro Galdi, analista da Mirae Asset Wealth Management. “Tecnologia ela já tem, então é só receber as áreas e produzir.”
Ainda não foi definido quais blocos entrarão no leilão, o que deve ocorrer na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcado para o dia 17 de abril. A expectativa do governo é que o leilão da cessão onerosa renda R$ 100 bilhões.
Se a Petrobrás exercer seu direito de preferência, vai gastar R$ 30 bilhões com a compra das áreas. “Para a Petrobrás é bom porque o crédito (a ser recebido da União) vai ser convertido em petróleo. São ativos em áreas nas quais já tem participação. É um petróleo certo, sem risco, que melhora a situação financeira da empresa”, afirma Edmar Almeida, professor da UFRJ.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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