Pesquisa mostra o quanto é gasto com acidente de trânsito

Brasil diminui número de mortes por mil habitantes

Escrito por: Meon3 min de leitura
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Pesquisa do aplicativo Gringo em parceria com o Centro de Liderança Pública apontou que os acidentes de trânsito causam um gasto de cerca de R$ 20 bilhões por ano aos cofres públicos.

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O cálculo levou em consideração o modelo desenvolvido por órgãos internacionais e utilizado pelo IPEA, que leva em conta a sobrevida esperada dos acidentados e a trajetória de renda privada esperada dos mesmos. Para os cálculos de rendimentos, foram utilizados os dados do DataSUS e da PNAD Contínua de 2020.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, acidentes de trânsito ou lesões relacionadas a esses acidentes foram a sétima principal causa de morte em países de baixa renda e a décima em países de classe média baixa.

Ainda de acordo com a OMS, um milhão e 300 mil pessoas são mortas no trânsito ao redor do mundo e cerca de 50 milhões sofrem lesões decorrente dos acidentes a cada ano. Essa é a principal causa de morte de pessoas de cinco a 29 anos, sendo que uma em cada quatro mortes no trânsito é de pedestres ou ciclistas.

O Brasil está reduzindo a quantidade de mortes no trânsito. Em 2012, foram 24,83 mortes por grupo de 100 mil habitantes e em 2019, a taxa de mortalidade caiu para 16,05/100 mil habitantes.

O estudo aponta que os homens têm quatro vezes mais chances de perderem a vida no trânsito do que as mulheres. De 2012 a 2020 foram 277.487 óbitos masculinos contra 57.937 femininos, enquanto a idade média dos óbitos é de 39 anos para os homens e 41 anos para as mulheres.

A pesquisa ainda mostrou os municípios brasileiros que mais apresentam mortalidade no trânsito. A líder no quesito é Sobral (CE) com 114,37 mortes por 100 mil habitantes. A menor mortalidade no trânsito é de Santa Luzia (MG), com nenhuma morte por 100 mil habitantes.

Entre os estados, o Mato Grosso é o que apresenta maior índice de mortalidade no trânsito com 31,51/100 mil habitantes.

Segundo a OMS, a velocidade está diretamente relacionada à probabilidade de acidente e às suas consequências. No choque entre carros, o risco de morte para os ocupantes é de 85% em colisão a 65 km/h.

Além disso, dirigir ou até mesmo conduzir uma bicicleta sob influência de álcool ou substâncias psicoativas aumenta o risco de acidente. A OMS afirma que o risco de uma pessoa que utilizou anfetaminas é cinco vezes maior do que alguém que não o fez.

Ainda segundo a organização, o uso correto de capacetes reduz em 42% o risco de mortes e 69% o risco de lesões graves em acidentes de trânsito. O cinto de segurança também salva vidas, reduzindo o risco de morte em até 50% para os ocupantes dianteiros e em 25% para quem viaja no banco de trás.

Segundo dados do Infosiga-SP (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), em 2022 foram registrados 5.651 óbitos no trânsito no estado, sendo que 38,94% das mortes aconteceram em acidentes envolvendo motocicletas.

O uso de celulares também causa preocupação para os agentes de segurança no trânsito. Usar o aparelho enquanto conduz aumenta em até quatro vezes as chances de envolvimento em acidentes.

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