Porta-voz: Liberação de emendas é natural por conta do orçamento impositivo
O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, voltou a defender a liberação de mais de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares na semana de votação da reforma da Previdência na Câmara. Para o porta-voz, “a liberação de emendas é uma prática prevista, transparente e corriqueira na relação entre o Legislativo e o Executivo”….

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, voltou a defender a liberação de mais de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares na semana de votação da reforma da Previdência na Câmara. Para o porta-voz, “a liberação de emendas é uma prática prevista, transparente e corriqueira na relação entre o Legislativo e o Executivo”.
Segundo Rêgo Barros, o presidente Jair Bolsonaro reiterou que a “liberação (de emendas) é natural por conta do orçamento impositivo”. O porta-voz também alegou que Bolsonaro defende uma gestão descentralizada e que a liberação de emendas é uma ferramenta orçamentária para ajudar as comunidades mais necessitadas.
Com a proximidade da votação da reforma no plenário da Câmara, o governo abriu mais uma vez os cofres e liberou R$ 171,916 milhões em emendas parlamentares para a saúde. A liberação foi publicada em edição extra do Diário Oficial nesta quarta-feira, 10.
Com isso, subiu para R$ 1,34 bilhão o montante autorizado pelo governo para gastos com recursos de emendas parlamentares desde o início desta semana, em que o governo trabalha para garantir os votos para a aprovação da reforma previdenciária. O valor corresponde a 1,03% do total do orçamento da saúde para o ano, de R$ 130 bilhões.
Ontem, Jair Bolsonaro disse que a liberação de emendas tem sido feita “à luz da Legislação”. “Tenho 28 anos de Parlamento, tudo o que é liberado está no orçamento. Então, eu gostaria de liberar tudo o que está no orçamento. E quando acontece uma situação com essa é normal, no meu entender. Nada foi inventado, não tem mala, não tem conversa escondidinha em lugar nenhum, é tudo à luz da legislação. É isso que deve estar acontecendo”, afirmou.
Questionado se a prática poderia ser uma reprodução da chamada “velha política”, Bolsonaro negou. “Velha política é dar aquilo que vocês sabem que se dava no passado. Não quero falar em velha política, temos uma política no momento, que o Parlamento entende também como sendo a mais justa. Estamos no mesmo barco. Nós e o Legislativo queremos o bem do Brasil”, declarou.
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