PP e União Brasil formam União Progressista
Nova federação lidera em deputados, prefeitos e verba eleitoral

Foi lançada oficialmente nesta terça-feira (29) a federação partidária entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Batizada de União Progressista, a nova aliança já nasce com o maior peso político do país: reúne a maior bancada da Câmara dos Deputados, o maior número de prefeitos, governadores e, de quebra, a maior fatia dos recursos públicos para campanhas e despesas partidárias.
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Com 109 deputados federais, 14 senadores e quase 1,4 mil prefeitos, a União Progressista se destaca também nos cofres: somando os valores atuais, teria direito a R$ 953,8 milhões do fundo eleitoral e R$ 197,6 milhões do fundo partidário — superando o PL, seu principal concorrente.
O modelo de federação exige que os partidos atuem em conjunto por pelo menos quatro anos, com diretrizes unificadas no Congresso e nas eleições. Romper a federação antes do prazo pode gerar punições como perda de recursos e impedimento de novas alianças.
Nos primeiros meses, o comando será compartilhado entre o presidente do União Brasil, Antonio de Rueda, e o senador Ciro Nogueira, presidente do PP. A definição de uma presidência única deve acontecer em dezembro.
O lançamento oficial aconteceu no Salão Nobre da Câmara e contou com presença de diversas lideranças políticas, incluindo os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP). O senador Rogério Marinho (PL) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também marcaram presença.
Durante o evento, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, cotado como pré-candidato à Presidência em 2026, foi aplaudido ao afirmar que a federação vai “subir a rampa do Planalto” em 2027. Em manifesto, os líderes da nova sigla defendem responsabilidade fiscal, prosperidade econômica e reformas que coloquem o Brasil em linha com países mais competitivos.
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Nas próximas semanas, os dois partidos irão definir o estatuto da União Progressista, que precisa ser aprovado internamente antes de ser registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A federação estará oficialmente ativa para as eleições de 2026.
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