Prefeito de Barra do Piraí quer lei para “castrar” mulher
Chefe do executivo acha que a cidade tem muitas crianças

Prefeito de Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, Mário Esteves (PROS) foi criticado após afirmar que as mulheres da cidade deveriam ser castradas para o controle da população, já que há muitas crianças no município.
+ Leia mais notícias da Brasil
+ Receba as notícias do Meon pelo WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/GrkfVyt9TgB5kzD9FiFMzi
As imagens foram gravadas durante a inauguração de uma estrada na quinta-feira, 14, porém, só repercutiu próximo ao final de semana. No registro, Mário comenta que “o que não falta na cidade é criança” e que é preciso “controlar a população”.
“O que não falta em Barra do Piraí é criança. Cadê o Dione [secretário de Saúde]? Tem que começar a castrar essas meninas. Controlar essa população. É muito filho, cara”, diz Mário Esteves.
O prefeito diz ainda que deveria haver uma lei para que limitasse a quantidade de filhos por mulher no município. “É no máximo dois. Tem que fazer uma lei lá na Câmara. Haja creche para ser construída ao longo dos próximos anos. Tem que ter um projeto federal, estadual e municipal, porque precisa, sim, desse controle. É muita responsabilidade colocar filho no mundo”, discursou.
Em uma nota publicada nas redes sociais, a prefeitura diz que fala foi dita em “um momento de descontração” e que Mario não tinha qualquer intenção de promover práticas danosas ou preconceituosas às mulheres. Leia a nota na íntegra:
“O prefeito de Barra do Piraí, Mario Esteves, entende que a laqueadura seja um dos procedimentos para o incremento do planejamento familiar, assim como a vasectomia. Jamais teve a intenção de promover qualquer tipo de prática danosa ou preconceituosa às mulheres. Prova disso, são os investimentos que a prefeitura tem aplicado no Hospital Maria de Nazaré – a Pérola do Vale – e nos programas Saúde da Mulher e Saúde do Homem, onde o planejamento familiar é discutido. Foi um momento de descontração na inauguração de uma importante via de escoamento de produção e de desenvolvimento na cidade, tema central do evento e que é o principal destaque. Qualquer ilação com esse assunto mostra desconhecimento político, uma vez que castrar é esterilizar. A utilização da linguagem vai muito mais para quem quer difundir a confusão na mente do outro, quando deveria explicar”.
O pronunciamento, no entanto, recebeu mais críticas. “É inaceitável alguém usar do espaço político que tem para espalhar misoginia e ainda contar com os aplausos. É necessário respeito ao outro e não uma nota pífia como essa”, escreveu um internauta.
Posts Relacionados

Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo

Pix Automático em conta-salário: veja o que muda nas novas regras do Banco Central

Fachin adia julgamento sobre atuação de André Mendonça em casos Master e INSS
