PT abre vaquinha de R$ 7 milhões e pede Pix de R$ 13 para quitar despesas da campanha de Lula

Arrecadação vai até quarta-feira (11); dados do TSE mostram receita maior que os gastos, mas coordenação diz que balanço do 2º turno está incompleto

Escrito por: Sabine Baumann2 min de leitura
Ricardo Stuckert/Presidência
Ricardo Stuckert/Presidência

O Partido dos Trabalhadores (PT) abriu uma vaquinha virtual para arrecadar R$ 7 milhões e quitar despesas da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A arrecadação ficará aberta até a próxima quarta-feira (11).

O partido pede que apoiadores façam doações de R$ 13, número da legenda nas urnas, via Pix. Para atingir a meta apenas com esse valor, seriam necessárias cerca de 538 mil contribuições. A convocação foi publicada no portal do PT e nas redes sociais da sigla.

Segundo o coordenador financeiro da campanha, José de Filippi, a ideia é que qualquer pessoa possa contribuir com um valor pequeno para que todas as contas da campanha sejam pagas.

O que dizem os números do TSE

De acordo com os dados de prestação de contas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a chapa de Lula e do vice Geraldo Alckmin (PSB) arrecadou cerca de R$ 129,8 milhões, dos quais aproximadamente 95% vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral). As despesas registradas somam cerca de R$ 92 milhões, abaixo do teto de R$ 133,4 milhões permitido para a disputa presidencial.

Ou seja, pelos dados disponíveis, a arrecadação supera os gastos declarados. À revista Veja, Filippi afirmou que o balanço registrado na Justiça Eleitoral ainda está incompleto porque não inclui todos os custos do segundo turno.

Vaquinhas na eleição de 2026

O financiamento coletivo foi usado por vários candidatos à Presidência neste ano, entre eles o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). A própria campanha de Lula já havia aberto uma vaquinha no início da disputa.

Lula foi reeleito no segundo turno, em 25 de outubro, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.

Com informações do Metrópoles, de O Tempo e de O Globo.

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