Relatório da PF não encontra indícios de crime em jornalista alvo de operação autorizada por Moraes

Documento aponta que não há elementos suficientes para afirmar que jornalista recebeu dinheiro por reportagens contra ministro Flávio Dino; investigação deverá ser ampliada

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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Um relatório da Polícia Federal (PF) concluiu que, até o momento, não foram identificados indícios suficientes de crime envolvendo um jornalista do Maranhão que foi alvo de uma operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento também afirma que não é possível apontar, com segurança, que o profissional tenha recebido dinheiro para publicar reportagens contra o ministro Flávio Dino.

A operação, realizada na semana passada, teve como alvo uma fonte ligada ao jornalista Luís Pablo. A medida foi autorizada por Moraes depois de o ministro considerar que havia indícios de que reportagens publicadas pelo jornalista poderiam ter sido pagas e estariam relacionadas a uma suposta perseguição contra Dino. Luís Pablo nega as acusações.

Segundo o relatório da PF, porém, a análise realizada até agora não encontrou elementos capazes de comprovar a prática de crime de violação de sigilo funcional por parte do jornalista. Os investigadores também apontaram que não é possível afirmar, com máxima certeza, que ele tenha recebido valores para produzir ou divulgar as reportagens.

A corporação recomendou o aprofundamento das investigações e a ampliação da análise dos dados obtidos durante a operação. A intenção é verificar se existem outros elementos que possam esclarecer a origem das informações e eventual relação financeira entre os envolvidos.

O caso ganhou repercussão porque a operação policial havia sido autorizada com base em suspeitas consideradas relevantes pelo ministro Alexandre de Moraes. A conclusão preliminar da PF, entretanto, indica que as provas reunidas até o momento não são suficientes para confirmar as suspeitas de crimes atribuídas ao jornalista.

A investigação continua em andamento e poderá resultar em novas diligências. A própria PF ressalta que a análise dos dados ainda precisa ser ampliada antes de uma conclusão definitiva sobre a existência ou não de irregularidades.

O relatório, portanto, não significa o encerramento automático da apuração, mas representa uma avaliação preliminar da Polícia Federal sobre os elementos já analisados. Até o momento, a corporação não identificou indícios suficientes para confirmar a prática dos crimes investigados.