Roberto Jefferson se entrega para a Polícia Federal após ferir dois agentes e alvejar uma viatura

Roberto Jefferson se entrega para a Polícia Federal

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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O ex-deputado Roberto Jefferson se entregou para a Polícia Federal nesta noite, 23, por volta das 19h, em Comendador Levy Gasparian, a cerca de 140 km da cidade do Rio de Janeiro. Após lançar duas granadas, disparar mais de 20 tiros de fuzil contra os agentes da PF, ferir os policiais Marcelo Villela e Karina Oliveira, Jefferson passou a tarde entrincheirado em casa com o apoio da filha, Cristiane Brasil, também condenada na esfera penal por vários crimes, o chamado Padre Kelmon e outros apoiadores, que cercaram a casa, hostilizaram a imprensa e foram contidos pelo BOPE. Um carro da PF ficou com várias marcas de tiros no para-brisa.

Ele teve a prisão domiciliar revogada, a qual cumpria com tornozeleira e sem o afastamento das redes sociais determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE e membro do STF. Jefferson já cumprira pena por envolvimento no mensalão e estava em prisão domiciliar por causa do inquérito das fake news e de ao menos 13 outras infrações legais, como: calúnia, injúria, apologia à violência e à insurreição armada. A filha dele usou as redes sociais para conclamar apoiadores para resistir à prisão do pai. Ela teve a conta no Twitter bloqueada, hoje, por descumprimento dos termos de uso da rede social.

O presidente Jair Bolsonaro postou vídeo para anunciar a prisão, chamou Jefferson de bandido e negou qualquer relação com o agora apreendido Roberto Jefferson. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal e da Polícia Civil chamaram o ato de barbárie contra o cumprimento de decisão judicial e condenaram o ataque violento aos dois agentes da PF, feridos por estilhaços de explosão de granada.

A PF afirma que serão abertos vários inquéritos. O MP (Ministério Público), responsável pela maior parte dos inquéritos contra o ex-deputado, quer saber como ele tomou posse de tantas armas, uma vez que a casa dele fora vistoriada para o cumprimento da prisão domiciliar. Jefferson tem registro de CAC (caçador, atirador e colecionador), mas isso não dá direito ao uso de granadas e muito menos acesso a qualquer tipo de armamento para alguém que cumpre prisão domiciliar.

Também membro do PTB, o ex-policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, apoiou Roberto Jefferson, apesar dos ataques contra os agentes da PF, afirmando que Jefferson fora levado a isso pelo ministro Alexandre de Moraes. A revogação da prisão domiciliar ocorreu em função de novos ataques do ex-deputado à ministra Carmem Lúcia, do STF. Alexandre de Moraes se manifestou a pouco em apoio aos agentes da PF. Jefferson foi levado para presídio na cidade do Rio de Janeiro.

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