Roubos de carga atingem a 15ª alta consecutiva em agosto no Estado de SP
Dados divulgados nesta segunda pela Secretaria da Segurança de SP mostram que assaltos contra cargas cresceram 10,36% em agosto; indicadores de homicídios, roubos, latrocínios e estupros caíram


Mágino diz estar no ‘caminho certo’ para reduzir roubos de carga
Felipe Rau/Estadão
Os roubos de carga no Estado de São Paulo atingiram a 15.ª alta mensal consecutiva em agosto, ultrapassando pela segunda vez no ano a marca dos 1 mil assaltos, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 25, pela Secretaria da Segurança Pública. O aumento de 10,36% fez com que os registros no mês passado chegassem ao número de 1.012; no ano, o crescimento é de 18,9%, com 7.282 roubos. Indicadores de homicídios, latrocínios, estupros e outras categorias de roubos apresentaram queda, o que fez a Secretaria elogiar o trabalho das polícias.
As estatísticas de roubos de carga destoam das demais apresentadas pela pasta. Desde maio do ano passado que o dado não consegue apresentar redução no comparativo mensal com o mesmo período do ano anterior. O secretário de segurança, Mágino Alves Barbosa Filho, disse que as polícias estão estreitando o relacionamento com o setor de transporte de cargas para tornar mais eficaz o combate. “Estamos trabalhando com afinco, mas é um crime de oportunidade. Estamos mapeando as ações para conseguir chegar a prisões em flagrantes.”
Mágino destacou que em agosto 70 pessoas foram presas em flagrante e 45 cargas foram recuperadas, cerca de 4% do total roubado no período, merecendo, ainda assim, a classificação de “significativo” do secretário. No ano, 417 pessoas foram presas em flagrante por crimes dessa natureza e 409 cargas, recuperadas. “Estamos no caminho certo para começar a derrubar esse indicador”, disse.
Queda
Os roubos outros, categoria que reúne crimes contra pedestres, comércio e residência, caiu 9,75% no mês. A redução se repetiu nos indicadores de homicídio (-14,18%), latrocínio (sete vítimas a menos) e estupro (-4,3%). “São quedas que não foram pequenas, foram sensíveis, principalmente na área do patrimônio”, disse Mágino. Os furtos cresceram 2,71%, com 45,2 mil casos em agosto.
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