Saiba como foi o feminicídio da PM Gisele, segundo o laudo

Perícia aponta indícios de luta corporal, possível manipulação da cena e contradições

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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A morte da policial militar Gisele Alves Santana ganhou novos desdobramentos após laudos da Polícia Científica indicarem contradições entre o depoimento do marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, e as evidências encontradas na cena do crime.

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Investigado e preso, o oficial se tornou réu por feminicídio após a Justiça aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo. Ele também é alvo de apuração na Justiça Militar.

De acordo com os peritos, a dinâmica do crime ocorreu em etapas. A vítima teria sido surpreendida dentro de casa, abordada por trás e imobilizada pelo suspeito. Em seguida, houve sinais de luta corporal antes do disparo fatal na cabeça.

O laudo identificou lesões compatíveis com pressão de dedos no rosto e no pescoço, além de marcas de unhas, o que indica tentativa de defesa. Para os especialistas, os vestígios sugerem que Gisele pode ter sido contida antes de ser baleada.

A investigação, inicialmente registrada como suicídio, mudou de rumo após a análise de provas que apontaram inconsistências. Entre os elementos considerados estão a posição da arma, a ausência de sinais típicos de disparo voluntário, marcas de agressão e indícios de alteração da cena do crime.

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O comportamento do suspeito após o ocorrido também levantou suspeitas. Testemunhas relataram que ele não demonstrava desespero, não prestou socorro imediato à vítima e teria tomado banho e trocado de roupa, o que pode ter comprometido a preservação de provas.

Há ainda relatos de que policiais militares teriam ido ao local horas depois para realizar uma limpeza no apartamento, fato que também está sob investigação.

Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil concluiu pela prisão preventiva do tenente-coronel, que responde por feminicídio e fraude processual. O caso segue em investigação para o completo esclarecimento dos fatos.

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