Sessão no Tribunal Regional do Trabalho tem discussão acalorada e termina com voz de prisão

Desentendimento entre desembargador e advogado aconteceu após mudança de voto do magistrado

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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No dia 21, uma sessão da 3ª turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3), em Belo Horizonte/MG, foi marcada por discussão acalorada entre um desembargador e um advogado, terminando em voz de prisão.

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A discussão foi protagonizada pelo desembargador Milton Vasques Thibau de Almeida e o advogado Tiago Jonas Aquino. Não é a primeira vez, porém, que eles se desentendem em sessão.

Em dezembro de 2020, durante audiência, o desembargador alegou que a sustentação do advogado teria sido confusa. O advogado, então, pediu a palavra e, após ser recusada, se dirigiu ao desembargador com diversos palavrões.

Na sessão do dia 21, após mudança de voto do desembargador durante o julgamento, o colegiado do TRT-3, em decisão unânime, desproveu recurso do advogado, que pediu que lhe fosse concedido o direito de renovar a sustentação oral.

Ao ter o pedido recusado, o advogado segue tentando a palavra, mas o desembargador solicita que ele se retire do tribunal. O advogado se nega a se retirar e dá voz de prisão ao desembargador por suposto abuso de autoridade.

Após o ocorrido, a sessão foi suspensa e a transmissão interrompida após solicitação de intervenção da Polícia Federal.

Nota – OAB

A OAB/MG e a AMAT – Associação Mineira de Advogados foram acionadas para acompanharem o advogado T.J.G.T.A. em uma sessão de julgamento no TRT da 3ª região, que comunicou às entidades ter recebido voz de prisão por um desembargador.

Na ocasião, compareceram, pessoalmente, o procurador geral de prerrogativas da OAB/MG e o procurador regional de prerrogativas da Zona da Mata II e, remotamente, a presidente e diretores da AMAT prestando-lhe a assistência necessária, que resultou em sua liberação. As duas entidades continuam acompanhando os desdobramentos do incidente com vistas à tomada de providências que julgarem necessárias.

Fonte: Migalhas

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