Sistema prisional brasileiro é medieval, afirma Cardozo
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou a criticar duramente o sistema prisional brasileiro em palestra nesta quarta-feira, 30, em São Paulo. Cardozo, que causou polêmica em 2012 ao afirmar que preferiria morrer a ficar preso em um presídio brasileiro, disse hoje que a política do aprisionamento não só não resolve, como aumenta o…

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou a criticar duramente o sistema prisional brasileiro em palestra nesta quarta-feira, 30, em São Paulo. Cardozo, que causou polêmica em 2012 ao afirmar que preferiria morrer a ficar preso em um presídio brasileiro, disse hoje que a política do aprisionamento não só não resolve, como aumenta o problema. “Nosso sistema prisional é medieval”, afirmou Cardozo.
Cardozo disse que o atual sistema mistura presos de alta periculosidade com pessoas que não deveriam estar sequer presas, o que impossibilita a recuperação dos detentos. Para ele, a “cultura de aprisionamento” gera superlotação e formação de organizações criminosas.
Ministro da Justiça desde o início do atual governo, Cardozo afirmou que a presidente Dilma Rousseff investe mais em segurança pública do que seus antecessores. Segundo dados citados por ele, Fernando Henrique Cardoso gastava, em média, R$ 1,2 bilhão por ano, Lula investia R$ 2,6 bilhões, enquanto Dilma destinou R$ 3,6 bilhões.
Apesar de ter admitido mais cedo que há falta de recursos para a segurança, ele ponderou outras necessidades que existem em um governo. “Política de segurança pública não se coloca fora da política econômica do Estado quando falamos de finanças”, disse o ministro, que chegou a citar a necessidade de se fazer superávit primário. Mais cedo, ele havia criticado os que falam em aumentar investimento em segurança pública sem explicar como serão gerados os recursos.
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