SP já pede apoio do Exército contra o ‘Aedes’
Com previsão de até 250 mil casos de dengue em 2016, mais do que o dobro do registrado no ano passado, a Prefeitura de São Paulo se antecipou em três meses e pediu ajuda ao Exército no combate à dengue, previsto para iniciar ainda em janeiro. Desta vez, cem homens foram solicitados às Forças Armadas, o dobro de 2015, quando a administração…

Com previsão de até 250 mil casos de dengue em 2016, mais do que o dobro do registrado no ano passado, a Prefeitura de São Paulo se antecipou em três meses e pediu ajuda ao Exército no combate à dengue, previsto para iniciar ainda em janeiro. Desta vez, cem homens foram solicitados às Forças Armadas, o dobro de 2015, quando a administração municipal pediu em abril o apoio de 50 militares.
Os oficiais e soldados auxiliaram a entrada dos agentes de saúde nas residências em abril e maio. Em 2016, os militares devem atuar por três meses, segundo o Comando Militar do Sudeste (CMSE).
O Comando informou que o início previsto para a operação é segunda-feira. “Nas tratativas, foram solicitados cem militares: 70 atuarão na Coordenadoria Regional de Saúde Norte e 30, na Coordenadoria Regional de Saúde Oeste”, informou o CMSE. Até o momento, conforme o Comando, não foram solicitados médicos do Exército. Em 2015, as Forças Armadas cederam dez profissionais.
Na terça-feira, 12, o secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a Prefeitura adiantou desde outubro as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Além do apoio do Exército e das tendas de atendimento, Padilha destacou o uso de drones para fazer o monitoramento de focos do mosquito e a lei que permite a entrada à força nos domicílios, sancionada pelo prefeito Fernando Haddad (PT). “Agora temos uma lei que permite entrar numa casa que se negue a ter visitas domiciliares. Vamos poder entrar e fazer ação e inspeção para exterminar os focos.”
Segundo o secretário, o uso dos drones começa também em janeiro, período em que são mínimas as transmissões. Em um primeiro momento, ele sobrevoará as casas. Caso identifique o foco, o agente de saúde solicitará a entrada no domicílio. Se o morador impedir o acesso dos agentes, no entanto, a Prefeitura vai fazer uso da lei que permite entrada forçada.
Bloqueio
“Mais de 85% dos focos do mosquito estão dentro das casas das pessoas. Nas visitas que fizemos em novembro e dezembro em residências de quem já teve dengue em 2015, ficou claro que não mudaram os seus hábitos.” A cada caso de dengue que surgir, a Prefeitura fará um bloqueio de 300 metros em torno do foco.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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