Suzane Richthofen presta concurso para o Tribunal de Justiça
Antecedentes criminais podem dificultar contratação

Suzane von Richthofen, de 41 anos, prestou concurso no último domingo (8) para o cargo de escrevente no Tribunal de Justiça de São Paulo. Ela foi condenada pelo assassinato dos próprios pais em 2002.
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O concurso aconteceu no Colégio Progresso Bilíngue, localizado no bairro Cambuí, em Campinas. Suzane, que saiu de sua casa em Bragança Paulista para a prova, utilizou óculos escuros e conseguiu passar despercebida, uma vez que os celulares dos candidatos foram confiscados durante a realização da prova.
O cargo de escrevente judiciário envolve a organização de serviços administrativos e técnicos no fórum, o acompanhamento de processos e o atendimento ao público, além da elaboração e conferência de documentos e controle de material de expediente.
Suzane escolheu a cidade onde mora para ficar lotada caso seja aprovada. Como funcionária pública, ela teria acesso ao andamento de seu próprio processo de execução penal durante o expediente.
No entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que, mesmo que Suzane avance para a segunda fase do concurso, ela não poderá ser admitida. Isso se deve ao fato de que é exigido um atestado de antecedentes criminais para a contratação. Este documento é necessário para comprovar que o candidato não possui condenações por crimes que possam afetar a administração pública, a fé pública, os costumes ou o patrimônio. Portanto, candidatos com histórico criminal podem ser desclassificados conforme a gravidade do crime.
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