Turma da Mônica cada vez mais inclusiva e representativa

Personagens do cartunista Maurício de Souza acolhem e representam a diversidade de pessoas

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Bernardo vem aí! A Turma da Mônica vai lançar um personagem com nanismo por meio do livro “Nosso Amigo com Nanismo”, a ser lançado na próxima terça-feira, 25, pela editora Culturama. Bernardo é uma inspiração na vida real de um menino de Caxias do Sul (RS) que tem acondroplasia, uma das formas do nanismo. Essa condição genética afeta o crescimento dos ossos, o que impede o crescimento usual do portador conforme a média de crescimento do restante da população.

Inclusão, representatividade, acolhimento! A história transborda conceitos abordados, hoje em dia, tanto nas escolas quanto no mundo do trabalho. Saber lidar com as diferenças é, inclusive, um dos temas de debates atuais quanto à comunicação não violenta, assertiva, inspiradora com menos julgamentos e mais compreensão.

Segundo a editora Culturama, o livro “conta a história de Bernardo no seu primeiro dia de aula na Escola Limoeiro, onde estudam Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e outros personagens da turminha. Assim que chegam à sala de aula e encontram Bernardo, todos começam a questionar sua baixa estatura. A partir daí, ele conta sua história, fala sobre as dificuldades das pessoas com nanismo e mostra que somente o conhecimento e a informação podem tornar a nossa sociedade mais inclusiva”.

Para o desenhista Mauricio de Sousa, “A inclusão e a representatividade fazem parte do dia a dia da Turma da Mônica e é muito bom saber que conseguimos, cada vez mais, retratar tantas crianças ao redor do mundo. Temos certeza de que essa história e esse personagem vão contribuir para melhorar a vida das pessoas com nanismo”.

A mãe do garoto Bernardo, Flávia Berti Hoffmann, acredita que a inserção do personagem no universo da Turma da Mônica fará uma grande diferença para todas as pessoas com nanismo. “Temos que nos esforçar para mostrar para a sociedade que as pessoas com nanismo têm o direito de viver uma vida normal, e que o papel de todos é contribuir para que isso ocorra de uma maneira natural, sem preconceito. Sabemos que é importante conversar sobre esses assuntos com as crianças, para que elas cresçam entendendo e respeitando as diferenças”.

Afinal, é disso que o mundo precisa, não é?

O lançamento do livro foi escolhido especialmente por marcar o Dia Nacional do Combate ao Preconceito às Pessoas com Nanismo, 25 de outubro.

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