Universidade cria pós-graduação em Acessibilidade, Diversidade e Inclusão e é criticada na internet
Ataques de “haters” estão acontecendo desde a publicação de uma postagem com a bandeira símbolo do movimento LGBTQIA+

Um novo curso de pós-graduação desenvolvido pela UNISE, mantida pelo Instituto Superior de Educação, com sede no Paraná, vem recebendo uma série de ataques nas redes sociais da instituição. O curso de “Acessibilidade, Diversidade e Inclusãoes” está sendo criticado desde a publicação de uma postagem com referências a bandeira do movimento LGBTQIA+.
A pós-graduação, que já tem mais de 200 inscritos, tem o objetivo de promover a formação de profissionais, levando conhecimentos técnicos e científicos sobre desenvolvimento social, diversidade humana, e promove interações sociais, físicas e tecnológicas que possibilitam a igualdade de oportunidades e acessos. O curso de Acessibilidade, Diversidade e Inclusão foi criado principalmente para atender profissionais com qualquer outra formação superior e que desejam ter mais diversidade e inclusão na realidade em que estão inseridos.
Segundo a instituição responsável, centenas de mensagens pejorativas e algumas ameaças vem sendo publicadas nas redes sociais e no aplicativo de mensagem WhatsApp de colaboradores da universidade e área comercial.
Para o diretor EaD da UNISE, Rodrigo Orlandini Volpato, os ataques não vão intimidar a oferta de novos cursos nesta área e a necessidade da academia levar os temas relacionados aos educandos.
“Neste momento crucial em que o país e a sociedade como um todo precisam debater a inclusão, a diversidade e acessibilidade como um todo de todas as minorias. O curso não é voltado apenas para a comunidade LGBTI+, mas é o primeiro curso no Brasil a dar voz e fala sobre o tema com o viés acadêmico. A função da universidade é justamente trazer para a academia, para dentro da sala de aula, os debates necessários no meio social. Se isso incomoda e acabou causando discursos de ódio, significa que estamos no caminho certo e que é necessário ainda mais promovermos o debate sobre esse tema”, afirmou.
O curso tem carga horária de 360h. Entre os temas abordados estão: Desconstruindo o Conceito de Sexo e Reconstruindo o Conceito de Gênero; Pessoa com Deficiência; Racismo; A mulher e o mercado de trabalho; Cenário atual e estatísticas sobre acessibilidade, diversidade e inclusão; Diversidade e inclusão na prática; formas de seu fomento e implementação de políticas no ambiente organizacional; Diversidade étnica nas empresas; e Racismo: Arcabouço histórico e etimológico.
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