Witzel sobe o tom e fala em omissão do governo federal: ‘fica fazendo política’
Um dos alvos preferidos do presidente Jair Bolsonaro nos últimos meses, o governador do Rio, Wilson Witzel, deixou a moderação de lado nesta sexta-feira, 20, e atacou a falta de diálogo e a negligência do governo federal em relação ao novo coronavírus. Mais cedo, Bolsonaro havia criticado um decreto de Witzel e a postura dos governadores, que…

Um dos alvos preferidos do presidente Jair Bolsonaro nos últimos meses, o governador do Rio, Wilson Witzel, deixou a moderação de lado nesta sexta-feira, 20, e atacou a falta de diálogo e a negligência do governo federal em relação ao novo coronavírus. Mais cedo, Bolsonaro havia criticado um decreto de Witzel e a postura dos governadores, que têm adotado medidas contra a propagação do vírus.
“Estamos regulamentando aquilo que nós entendemos que é fundamental para salvar vidas, e o governo federal precisa fazer sua parte. Nós não temos diálogo com o governo federal. Não sou só eu: os governadores que querem falar com o governo federal precisam mandar uma carta”, reclamou, em tom de voz elevado, o governador, que deu entrevista ao vivo para o RJTV, da Rede Globo.
Bolsonaro criticou o fato de um decreto publicado na quinta-feira pelo governador orientar o fechamento das fronteiras aéreas, aquaviárias e terrestres do Rio. No caso dos aeroportos, por exemplo, a jurisdição cabe à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que criticou a medida de Witzel.
O governador, contudo, minimizou o aspecto técnico da competência e ressaltou que é preciso adotar iniciativas urgentes contra a crise. “Evidentemente que eu não tenho atribuição para fechar porto, aeroporto. Como disse no decreto, depende das agências reguladoras. Se elas vão fazer o papel delas, isso são elas que vão dizer se vão se omitir”, apontou.
Witzel disse que está seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), “aquilo que entendemos que é fundamental para salvar vidas”. Enquanto isso, segundo ele, o governo federal se preocupa apenas com questões políticas. “O governo federal precisa entender isso, que é ‘para ontem’ (a adoção de medidas). Enquanto estamos tomando medida, estamos na rua ouvindo pessoas, o governo federal fica fazendo política.”
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