Brexit criou obstáculos para economia da zona do euro e mais incertezas, diz BCE
Os dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) advertiram em sua reunião de julho que a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, o chamado “Brexit”, pode afetar a economia mundial de maneiras imprevisíveis, mas decidiram que era prematuro discutir qualquer nova medida de estímulo. As informações estão na ata da reunião de 21 de julho,…

Os dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) advertiram em sua reunião de julho que a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, o chamado “Brexit”, pode afetar a economia mundial de maneiras imprevisíveis, mas decidiram que era prematuro discutir qualquer nova medida de estímulo. As informações estão na ata da reunião de 21 de julho, divulgada nesta quinta-feira, que mostra também que os dirigentes mostraram preocupação com o setor bancário europeu, que eles temem que possa atrapalhar o esforço para reduzir os custos de empréstimo pela região.
O BCE manteve sua política em julho e o presidente do BCE não sinalizou que a entidade fortalecerá seus estímulos em breve. O BCE já cortou as taxas de juros para níveis abaixo de zero e compra 80 bilhões de euros (US$ 90,18 bilhões) ao mês em grande medida em bônus de governos da zona do euro, em um esforço para apoiar a economia. Ainda assim, a inflação está perto de zero e o panorama econômico é incerto, o que leva a maioria dos economistas a esperar que o BCE prorrogue suas compras de bônus em pelo menos seis meses.
Os dirigentes do banco central reconheceram “novos ventos contrários” para a recuperação econômica do bloco, após o voto pelo “Brexit”. Eles ressaltaram que estão prontos a dar novos estímulos, caso seja necessário. Segundo os dirigentes, porém, foi avaliado que “era prematuro discutir qualquer reação monetária possível nesse estágio”, mostrou a ata. “Mais tempo era necessário para avaliar as informações por vir nos próximos meses, ainda que os riscos de baixa claramente tenham aumentado.”
Na avaliação dos dirigentes, o BCE viu um impacto “contido” nos mercados do voto pelo Brexit no Reino Unido. Por outro lado, destacaram que a saída do país da UE pode afetar a economia global de maneiras “impossíveis de prever” e criou novos obstáculos para a economia da zona do euro, ampliando incertezas.
Os dirigentes apontaram para “riscos de transmissão baseados nos bancos”, que tinham implicações para o custo dos empréstimos e a disponibilidade do crédito. As ações dos bancos europeus caíram fortemente após o voto no Reino Unido, mantendo-se em tendência negativa. A queda ocorre em parte pelo impacto das taxas de juros baixos do BCE sobre a lucratividade dos bancos, disseram os dirigentes. Fonte: Dow Jones Newswires.
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