Cachorro Grande apresenta fase eletrônica em show em São José
Gaúchos se apresentam no palco do Hocus Pocus nesta quinta-feira (20) Muto/Divulgação Uma banda com sintetizadores, sem medo de enveredar para o som eletrônico, mas com a mesma verdade roqueira de sempre. Este é o Cachorro Grande que sobe ao palco do Hocus Pocus, em São José dos Campos, na noite desta quinta-feira (20). Em […]


Gaúchos se apresentam no palco do Hocus Pocus nesta quinta-feira (20)
Muto/Divulgação
Uma banda com sintetizadores, sem medo de enveredar para o som eletrônico, mas com a mesma verdade roqueira de sempre. Este é o Cachorro Grande que sobe ao palco do Hocus Pocus, em São José dos Campos, na noite desta quinta-feira (20). Em turnê de seu oitavo disco, Eletroctomod, o grupo continua latindo alto, só que agora numa frequência um pouco diferente.
No palco, a nova fase dos gaúchos representa um show mais elaborado, no qual até o figurino foi minuciosamente pensado. A obra é do estilista paulistano João Pimenta, que ficou encarregado de traçar um tom mais sombrio para a turnê. Esta paleta mais carregada, de acordo com o vocalista Beto Bruno, está presente em todo o material de divulgação deste novo trabalho.
“A gente sentiu essa necessidade de tornar a coisa mais a cara das músicas. Essa incursão ao universo de sintetizadores deixou o clima do disco bem mais sombrio do que de costume. Assim é com a capa, com o primeiro clipe (da música Electromod) e também com a própria representação no palco, com esse uniforme que a gente bolou”, afirma. “No fim é legal, porque tu não precisa ficar pensando em roupa pra usar no show”, brinca.
Cachorro Elétrico
A pegada eletrônica do novo material não deixa de ser uma surpresa não só para os fãs, mas como para todos aqueles que sempre enxergaram a banda como uma resistência do legítimo rock garageiro. A mudança, no entanto, é encarada com naturalidade pelo vocalista. Fugindo “pelo amor de Deus” de se colocar no mesmo nível de gigantes do cenário musical, Beto explica que as mudanças de rota sempre aconteceram em bandas como Beatles, Mutantes e ou artistas como Caetano Veloso e Gilberto Gil.
“São todos caras que a gente admira muito. Não somos mais aquela banda do início da carreira, o espírito é o mesmo, mas a gente quer fazer outras coisas, tem novas referências. Precisamos ser honestos com nosso som. Para os fãs é um desafio, eu entendo. Quando uma banda que eu curto muda muito de um disco para o outro, a minha primeira reação também é de torcer o nariz, mas depois a gente entende essa necessidade e se abre pra curtir o que os caras estão fazendo. Não dá pra ficar repetindo o mesmo truque a carreira toda”, afirma.
Faixa polêmica
A canção que dá nome ao disco, e primeira música de trabalho do álbum, traz, na letra, uma crítica ferrenha ao comportamento da geração atual, suas formas de se organizarem em protestos entre outras questões. O som foi duramente repreendido por representantes da esquerda.
“Não é porque a gente está falando sobre o PT que a gente está afiliado ou concorda com a ideia da direita, saca. A banda não se arrepende do que escreveu, a gente não é um grupo de inclinação política. A gente só quer bater no que acha que está errado”, explica.
Serviço
O evento está previsto para começar às 22h. A banda Rock Rocket se apresenta antes dos gaúchos subirem ao palco. Os ingressos custam R$ 20 (primeiro lote) e R$ 30 (segundo lote). Mais informações podem ser obtidas no evento do Facebook.
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