Gastos com enchente de 2013 dividem Câmara de S. Sebastião
A Câmara de São Sebastião quer explicações sobre os gastos realizados pela prefeitura durante as enchentes que deixaram aproximadamente 640 desabrigados em março de 2013. Na época, o prefeito Ernane Primazzi (PSC) decretou estado de calamidade pública na cidade.

A Câmara de São Sebastião quer explicações sobre os gastos realizados pela prefeitura durante as enchentes que deixaram aproximadamente 640 desabrigados em março de 2013. Na época, o prefeito Ernane Primazzi (PSC) decretou estado de calamidade pública na cidade.
Ninguém diz quanto e onde esse dinheiro foi aplicado. Peço ao Executivo que encaminhe esses valores para que a Casa possa analisar
Jair Pires (PSDB) Vereador
Um decreto enviado pelo vereador Jair Pires (PSDB) pede que a prefeitura esclareça para onde foram os investimentos e quanto foi gasto neste período. O estado de calamidade pública garante à prefeitura contratar serviços de emergência sem necessidade de realizar licitação.
“Evidente que houve uma grande catástrofe, que culminou em em milhares de pessoas desabrigadas. Mas quando se fala em gastos, ninguém diz quanto e onde esse dinheiro foi aplicado. Peço ao Executivo que encaminhe esses valores para que a Casa possa analisar”, diz.
Divisão
Entretanto, a opinião não é unânime dentro do Legislativo. Filho do prefeito, o vereador Ernaninho (PSC) defende os gastos realizados durante o período. De acordo com o parlamentar o dinheiro foi utilizado para o aluguel de equipamentos e dessassoreamentos de rio.
Ernaninho afirma que a preocupação neste momento é garantir a reconstrução das pontes que foram destruídas durante as enchentes.
“Em dezembro recebemos R$ 2 milhões para reconstrução das pontes, mas das 22 empresas que entraram na licitação, nenhuma ainda manifestou se prontificou a arcar com um cheque calção de R$ 5.000 no início das obras”, diz.
Enchente
Um dos piores acidentes naturais das últimas décadas deixou grande parte da costa sul debaixo d’água em São Sebastião. Diversos bairros foram atingidos, entre eles Cambury, Baleia, Maresias e Boiçucanga.
Na época, as famílias foram levadas para um ginásio de esportes no bairro de Boiçucanga. Isolados, muitos moradores precisaram ser resgatados de barco pelo Corpo de Bombeiros.
Além dos desabrigados, as fortes chuvas também causaram interdições nas estradas que passam pela cidade. A rodovia Rio-Santos e a Mogi Bertioga foram interditadas por conta de deslizamentos e alagamentos na pista.
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