Câmara não recebeu da prefeitura projeto sobre o WTC; diz Shakespeare
Segundo o presidente, maioria na Câmara é favorável ao empreendimento


Segundo o presidente, maioria na Câmara é favorável ao empreendimento
Rodrigo Ribeiro/Meon
“Essa discussão sobre o WTC (World Trade Center) não chegou oficialmente na Câmara pela prefeitura”, afirma o presidente do Legislativo de São José dos Campos, Shakespeare Carvalho (PRB), que nesta segunda-feira (9), esteve no Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), de São José, conversando com empresários da região.
“O quê aconteceu foi uma prestação de esclarecimentos exigida pelos vereadores, onde alguns secretários da prefeitura fizeram uma discussão. Mas nessa prestação de esclarecimento, foi feita uma apresentação muito breve e simplória”, diz Shakespeare. “Ou seja, não cabe à Câmara como instituição, discutir um projeto que ainda não foi passado para a Câmara”.
Segundo o parlamentar, a discussão sobre o megaempreendimento acontece de forma informal na Câmara. “Achamos interessante a vinda do WTC, a Câmara em sua maioria é favorável e temos uma grande discussão informal na Câmara, por exemplo, sobre o uso do terreno”, conta.
O megaempreendimento com centro de convenções, shopping center, hotel e prédio comercial, tem custo estimado em R$ 1 bilhão e, de acordo com a prefeitura, pode gerar até 7 mil empregos. Entretanto, a construção exigiria a alteração de zoneamento do terreno de 600 mil metros quadrados na avenida Cassiano Ricardo, no Jardim Aquárius, região oeste da cidade, onde o complexo seria construído.
“A área toda vai ser usada? Ficamos sabendo que não. Se só vai ser construído em cento e poucos mil metros quadrados, porque se alterar toda a área? Não poderia permitir apenas no espaço que é necessário para a construção e deixar os outros metros para a especulação imobiliária, por exemplo?”, questiona Shakespeare.
Para Shakespeare, as discussões dos principais temas da cidade, tem que ser discutidos na Câmara e não no Executivo. “Uma das minhas missões é trazer as grandes discussões para a Câmara. Trazer a população para perto, por meio de oitivas e audiências públicas, mas sem fazer essas discussões com projetos já desenhados”, diz.
O envio à Câmara, do projeto que pretende alterar a Lei de Zoneamento da região oeste da cidade, estava previsto para acontecer ainda em 2014, mas foi aiado. Segundo a secretaria de Planejamento, a prefeitura finaliza a análise das considerações apresentadas nas cinco audiências públicas e na reunião do CMDU (Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano), e por isso, adiou o encaminhamento do projeto para 2015.
TV Câmara
Além de alguns cortes no quadro de funcionários, que foram feitos no início do seu mandado como presidente da Câmara neste ano, Shakespeare revela que deixou de investir na TV Câmara. “A TV Câmara é importante, porém, como não conseguimos o sinal aberto, nós não conseguimos nos comunicar com a população geral, o que seria democrático”, diz.
“Como só temos o canal fechado, não conseguimos nos comunicar nem com 12% da população de São José dos Campos, o que já é uma desigualdade, não é saudável. Então, deixamos de investir e inclusive fizemos alguns cortes no quadro de funcionário da TV”, conclui Shakespeare.
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