Cambistas oferecem ingressos nos arredores da Sapucaí
A meia hora do início dos desfiles do Grupo Especial ainda é possível comprar ingressos para o sambódromo do Rio. Cambistas espalhados pelos arredores da passarela do samba desde a saída das estações do metrô até poucos metros dos portões comercializam entradas por valores próximos dos oficiais. Arquibancadas populares do setor 13 que saíam a…

A meia hora do início dos desfiles do Grupo Especial ainda é possível comprar ingressos para o sambódromo do Rio. Cambistas espalhados pelos arredores da passarela do samba desde a saída das estações do metrô até poucos metros dos portões comercializam entradas por valores próximos dos oficiais.
Arquibancadas populares do setor 13 que saíam a R$ 10 podem ser compradas por até R$ 30; arquibancadas do setor 10, que custavam R$ 280, são anunciadas por R$ 350. Desde que a capacidade do sambódromo passou de 60 mil para 75 mil lugares, a partir do carnaval de 2012, todo ano sobra ingresso para a Sapucaí, segundo a Liga Independente das Escolas de Samba.
Nesse momento, as arquibancadas e frisas estão ocupadas pela metade. O fato de as três primeiras escolas, Império da Tijuca, Grande Rio e São Clemente, não terem grande torcida nem tradição é uma explicação para a demorada na chegada dos espectadores. Somente a partir da quarta escola, Mangueira, é que o desfile promete “esquentar” (depois dela, vêm Salgueiro e Beija Flor).
“Não tem nada a ver. Todo ano o pessoal demora a chegar. O trânsito da cidade está muito difícil”, disse o diretor de carnaval da Liga, Elmo José dos Santos. Segundo ele, não há possibilidade de o início atrasar.
Fora do Grupo Especial há 17 anos, a Império da Tijuca tenta se manter entre as grandes e não repetir o caminho costumeiro das escolas que sobem da segunda divisão. A agremiação foi fundada em 1950 e chega a este carnaval tendo passado por muitas dificuldades financeiras.
Hoje, o Império da Tijuca é praticamente um empreendimento familiar levado pelo presidente Antônio Marcos Teles, que botou dinheiro do próprio bolso para salvar a escola da bancarrota. A filha Layamara Teles, que foi passista mirim, é a rainha de bateria. E a mulher trabalhou no barracão.
O enredo tijucano é “Batuk” e trata dos ritmos africanos trazidos pelos escravos ao Brasil no século XVI e sua influência na cultura, religiosidade e no jeito de ser brasileiros.
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