Campeões em 98, Deschamps e Henry estarão em lados opostos na semifinal da Copa
A Copa do Mundo de 1998 não sai da cabeça dos torcedores da França. Na competição disputada em casa, a equipe conquistou seu primeiro e único título ao vencer o Brasil na final por 3 a 0. Entre os craques que deram a glória para a equipe estavam Zinedine Zidane, Laurent Blanc, Desailly, Petit, Trezeguet, entre outros. A semifinal do Mundial da…

A Copa do Mundo de 1998 não sai da cabeça dos torcedores da França. Na competição disputada em casa, a equipe conquistou seu primeiro e único título ao vencer o Brasil na final por 3 a 0. Entre os craques que deram a glória para a equipe estavam Zinedine Zidane, Laurent Blanc, Desailly, Petit, Trezeguet, entre outros. A semifinal do Mundial da Rússia vai ser especialmente diferente para dois ícones daquela geração, que agora estarão em lados opostos – Didier Deschamps e Thierry Henry.
Deschamps era um volante muito marcador e foi essencial na campanha do título em 1998, quando foi o capitão do time. Henry era um jovem atacante na disputa daquele Mundial e não decepcionou. Marcou três gols durante a campanha e foi o artilheiro da equipe.
Na próxima terça-feira, em São Petersburgo, Didier Deschamps e Thierry Henry serão adversários. O primeiro é treinador da seleção francesa desde 2012 e recolocou o futebol francês entre os quatro melhores do mundo após 12 anos. O ex-atacante é auxiliar-técnico do técnico espanhol Roberto Martinez, que comanda a Bélgica.
“Se ganharmos, ficará contente também porque, antes de tudo, ele é francês”, brincou o lateral-esquerdo Lucas Hernández em sua entrevista na manhã deste sábado. “Todos os franceses o conhecem, sabem muito bem que foi um grandíssimo jogador, um ícone do futebol. Agora, ele é o segundo treinador da Bélgica. Espero que não nos derrote”, destacou o lateral.
Henry foi “convocado” por Martinez para tentar ajudar a talentosa geração de jogadores da Bélgica a superar barreiras psicológicas de nunca terem conseguido resultados importantes em competições internacionais. Em Copas do Mundo, a última vez que a Bélgica havia ficado entre os semifinalistas da competição foi no Mundial de 1986, no México, onde a seleção perdeu a disputa para a Argentina de Diego Armando Maradona por 2 a 0.
Henry é o maior artilheiro da história da França com 51 gols. Quem pensa que o ex-atacante tem papel secundário na preparação belga está enganado. “Thierry não veio brincar na Copa. Ele é um cara muito exigente”, explicou o atacante Lukaku ainda antes da partida contra o Brasil.
Martinez também falou um pouco sobre o trabalho do francês na seleção. “Nós trouxemos uma pessoa muito importante para o grupo. Essencial. Com a experiência dele, com o sucesso que ele teve na carreira, ele consegue passar para os nossos jogadores o que é necessário e assim os ajuda a suportar essa grande pressão. Estamos muito felizes com sua presença e nossos resultados também se devem à isso”, elogiou o técnico.
Entre os dois franceses, apenas um continuará na luta pelo bicampeonato mundial de futebol.
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