Carta de Drummond a Manuel Bandeira

Confira mais um texto participante do Meon Jovem

Escrito por: Sophia Moreira César de Oliveira Braga2 min de leitura
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Querido Manuel,

Certo dia, refletindo sobre a existência humana e seus propósitos, me deparei com a necessidade de desabafar sobre minhas questões pessoais. Saber o porquê das coisas, o papel que devo desempenhar como ser humano no mundo, rememorar minha infância e lembranças de minha cidadezinha. Expressar algumas críticas sociais que ainda julgo um tanto “tímidas” nunca se mostrou tão importante e tão digno de registros. Nesse viés, resolvi iniciar a confecção de algo que pudesse manifestar minhas angústias, originando minha mais nova criação, um compilado, “alguma poesia”.

Para isso, meus sentimentos atravessarão as páginas e as extremidades de cada letra e transmitirão o que prezo de mais relevante para compor aquilo que chamo de “poesia”.

Meu primeiro objetivo será restringir minha escrita a à linguagem coloquial, aquela que aproximará o povo brasileiro por meio da informalidade e da semelhança a fala popular. Além disso, outra competência que julgo importante será a abordagem de temas cotidianos, trarei situações que, ao acaso, poderão se mostrar em comum com meus leitores, como questões familiares, amizades, amores vividos entre outros. Será necessário também uma atenção especial a liberdade formal, estou cansado daquilo que segue regras restritas, quero leituras libertas a interpretações diversas, e não seguir uma linha de escrita padrão.

Imagino que esse projeto terá altos e baixos, meu gauchismo embeleza meus textos no quesito poético mas bagunça minha mente. Apresento minha vida e meu cotidiano procurando me assemelhar aqueles que experimentam do mesmo mundo que eu, mas ao contrário destes, me vejo alheio, deslocado, um gauche. Vivo sem saber me portar, sem saber qual o meu papel como indivíduo.

Meu amigo, as vezes penso sobre como vou escrever sobre algo que nem sei ao certo se entendo. Ontem, enquanto andava, me deparei com uma pedra, ela estava em meu caminho, assim como esteve e estará no caminho de qualquer outro que ouse passar pelo mesmo lugar que eu. Mas eu possivelmente em divergência a estes demais, nunca me esquecerei desse acontecimento.

Carlos

Com supervisão de Isabela Sardinha, jornalista do Meon Jovem.

Sophia Moreira César de Oliveira Braga
Sophia Moreira César de Oliveira Braga

3° ano do Ensino Médio - Colégio Poliedro - São José dos Campos

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