Casal de Taubaté tem filho gerado na barriga da avó em Santa Catarina

Após burocracia para registrar o bebê, família retorna do Sul domingo (8)

Escrito por: Elaine Rodrigues2 min de leitura
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Depois de ser gerado na barriga da avó, em Criciúma (SC), é hora do pequeno Arthur, de apenas um mês, conhecer sua nova casa em Taubaté. Os pais chegam na cidade neste domingo (8), após finalmente conseguirem registrar o bebê com a ajuda do Ministério Público.

A avó Nivalda Maria Candioto, 55 anos, se ofereceu para gerar o neto desde que a filha tinha 17 anos.  “Quando descobrimos que a Gleice não poderia ter filhos, me ofereci para realizar esse sonho para ela. Esperei e me preparei 14 anos para isso, agora estou feliz e com um sentimento de missão cumprida”, conta a avó orgulhosa.

Sem poder gerar seu próprio bebê, Gleice Raupp da Cunha, 31 anos, que é assistente social na Prefeitura de Taubaté, aceitou a oferta da mãe. Antes contudo, o casal já havia adotado uma menina, Julia, de 4 anos.

Em maio de 2014, foi realizada uma fertilização in vitro, após fecundado, o óvulo de Gleice foi inseminado na avó que serviu de barriga solidária.

Vida nova
Com a chegada de Arthur, Gleice e o marido Kleber da Cunha são só sorrisos. “Não tenho palavras para agradecer e para explicar o que minha mãe fez por mim. Tivemos dificuldade para registrar o bebê no cartório, mas o Ministério Público nos ajudou e agora podemos seguir para casa, muito felizes”, detalha Gleice.

No domingo (8), Arthur que completou um mês nesta sexta-feira (6), vem com os pais e a irmã para Taubaté. Em Criciúma, a avó Nivalda já começa a sentir saudades. “Já tinha acostumado com o chorinho, com a presença dele aqui. Mas estou muito feliz e tranquila. O Arthur é meu neto e logo estará aqui para me visitar”, conclui.

Burocracia
Logo que nasceu, Arthur não pode ser registrado pelos pais biológicos em Criciúma. O cartório da cidade afirmou que só poderia registrar o bebê no nome de Nivalda, devido ao documento enviado pelo hospital constar o nome da avó como parturiente.

A família então procurou o Ministério Público, que utilizou a documentação da fertilização in vitro e as notícias veiculadas sobre o caso para conseguir uma autorização judicial para o registro no nome de Kleber e Gleice, feito nesta quarta-feira (4) em Criciúma.

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