Caso Berenice: policial da reserva é preso em Ubatuba e sobrinho da ex-patroa passa a ser procurado pela Justiça
Investigação aponta envolvimento de três pessoas no crime; sobrinho de Eliane Alves dos Santos ainda não foi localizado pela polícia

A investigação sobre a morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, ganhou um novo capítulo nesta semana. A Polícia Civil prendeu, em Ubatuba, um policial militar da reserva de 55 anos suspeito de envolvimento no homicídio. A Justiça também decretou a prisão preventiva da ex-patroa da vítima e de um sobrinho dela, que ainda não foi localizado.
Berenice foi morta no dia 30 de junho. O caso vinha sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião, que concluiu o inquérito e pediu à Justiça a prisão preventiva dos três investigados.
O policial da reserva, que é atual companheiro de Eliane Alves dos Santos, ex-patroa de Berenice, foi localizado na noite de segunda-feira (3), na região norte de Ubatuba. Ele estava em um imóvel próximo à Praia do Estaleiro, no bairro Ubatumirim.
Segundo a Polícia Civil, os agentes foram até o endereço, informaram sobre o mandado de prisão e fizeram a captura sem intercorrências. Por ser policial militar da reserva, ele foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista. A previsão era de que passasse por audiência de custódia nesta terça-feira (4).
Eliane já estava presa temporariamente desde julho e, com a conclusão do inquérito, teve a prisão preventiva decretada. A mesma medida foi determinada para o companheiro dela e para um sobrinho, que segue foragido e passou a ser considerado procurado pela Justiça.
A Polícia Civil ainda não divulgou detalhes sobre a participação individual atribuída ao sobrinho no crime. A investigação aponta, porém, que os três são suspeitos de envolvimento na morte da cozinheira.
O delegado Tadeu Ricardo de Castro, responsável pela investigação, afirmou que o inquérito foi concluído após o trabalho da DIG de São Sebastião. O Ministério Público se manifestou favoravelmente aos pedidos de prisão e a Justiça autorizou as medidas.
A prisão preventiva não significa condenação. Os investigados têm direito à defesa e à presunção de inocência enquanto o processo tramita na Justiça.
A morte de Berenice mobilizou familiares e amigos e gerou uma investigação que se estendeu por semanas, desde o desaparecimento da cozinheira até a localização do corpo. Agora, com a conclusão do inquérito e as novas prisões determinadas pela Justiça, o caso entra em uma nova etapa, que será acompanhada pelo Ministério Público e pelo Judiciário.
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