CBF manterá a seleção brasileira feminina permanente

Clubes do país continuam sem as mais renomadas e a divulgação desejada

Escrito por: Valtencir Vicente - Especial para o Meon2 min de leitura
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A atacante Andressa Alves, ex-São José, nas semifinais com derrota nos pênaltis para a Suécia (Foto: Ricardo Stuckert/ CBF)

Andressa Alves, ex-São José, na semifinal olímpica com derrota nos pênaltis para a Suécia

Ricardo Stuckert/ CBF

O projeto de seleção feminina permanente será mantido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Inicialmente anunciado para o Mundial do ano passado e a recente Olimpíada Rio 2016, será estendido até o final do ano. Os clubes continuam sem as jogadoras.

Apesar do reconhecimento e o carinho do povo brasileiro pela entrega que as meninas da Seleção tiveram nas partidas olímpicas, o projeto, em termos competitivos, fracassou. Sem seleção permanente, o Brasil já havia conquistado medalhas e o objetivo da vez era a de ouro. Na decisão da prata, o Canadá venceu por 2 a 1.

Para as jogadores e integrantes da comissão técnica, a sequência do projeto sempre será interessante. Além de emprego em uma instituição futebolisticamente poderosa e estruturada, a mesma segurança financeira dificilmente seria encontrada nos clubes.

A Copa do Brasil de futebol feminino começou na quarta-feira, com 32 times em 16 confrontos. E a rodada de abertura foi ignorada pela imprensa nacional, porque somente a relacionada com os participantes noticiou. O São José, por exemplo, foi jogar em Tocantins e recebido como uma grande atração, pelo título mundial e as Libertadores conquistas nas últimas temporada. No entanto, um púbico muito pequeno esteve no estádio da cidade de Paraíso, onde as joseenses fizeram 3 a 0 no Intercap e eliminaram o adversário sem a necessidade do jogo de volta.

Durante a olimpíada, a CBF informou á imprensa nacional que a seleção permanente também servia para não deixar as jogadoras desempregadas. Um exagero, porque as selecionáveis sempre recebem boas propostas de times brasileiros e, principalmente, do exterior. Na realidade, a seleção permanente sacrificou alguns times fortes, como o São José e a Ferroviária de Araraquara. Deixou as equipes sem titulares importantes e com a dura missão de fazer uma reposição de peças no mesmo nível.

Agora, quando poderia ajudar os clubes, pagando parte dos salários das “profissionais” e contribuindo para um número menor de atletas saindo do país, a CBF vai continuar cuidando da própria imagem, com o seu time-seleção. Aliás, um time que também não passa o tempo inteiro trabalhando, porque várias titulares tem os compromissos rotineiros com as suas equipes do exterior.

Sobre o futuro da seleção permanente, confira uma entrevista divulgada pela CBF.

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