CEI da Fundhas vai rastrear cheque que teria sido emitido para PSDB
CEI da Fundhas vai rastrear cheque que teria sido emitido para PSDB


A Comissão Especial de Inquérito quer saber por que a entidade emitiu o cheque
Divulgação
A CEI (Comissão Especial de Inquérito) que apura dívidas da Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) irá até a sede da unidade nesta quarta-feira (16) para cobrar explicações sobre a emissão de um cheque no valor de R$ 1.661,00, nominal ao PSDB.
A informação sobre a existência do cheque, que teria sido emitido no dia 27 de fevereiro de 2004, conforme extrato de movimentação financeira, foi revelada pela presidente da comissão, vereadora Dra Angela (PT), durante a décima reunião da comissão, realizada nesta segunda-feira (dia 14).
No final do governo Cury, a prefeitura assumiu uma dívida de R$ 56,9 milhões da Fundhas com o INSS, referente à falta de pagamento da contribuição patronal da fundação entre 2004 a 2010. O valor inicial fixado para cada parcela foi de R$ 948,9 mil.
Segundo a presidente da CEI, a existência do cheque pago ao PSDB “é um fato novo, apesar de não ter nada a ver com o objetivo da CEI, mas é um fato grave”. Segundo ela, é preciso verificar se houve outros pagamentos ao PSDB ou a outros partidos e qual a razão para a emissão do cheque.
Ausência
Na reunião desta segunda-feira, estava previsto o depoimento do ex- assessor jurídico da Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza), Alexandre Tonelli, que não compareceu nem apresentou justificativa para a ausência. A vereadora Dra Angela solicitou da presidência da Câmara uma cópia do documento de convocação de Tonelli, bem como se houve resposta à convocação.
Ficou decidida a solicitação à presidência da reconvocação de Alexandre Tonelli para o dia 28 de setembro. Na reunião da próxima segunda-feira (dia 21), está previsto o depoimento do ex-presidente da Fundhas durante a gestão do PSDB, José Omir Veneziani Júnior.
Decisões
Outra decisão aprovada na reunião da CEI foi a renovação do pedido à presidência da Casa de que seja contratado o economista Eudaldo Borges de Souza como assessor financeiro. Inicialmente, a contratação não foi possível, pois o cargo previsto, de perito contábil, não seria compatível com a formação profissional do economista.
“A contratação como assessor financeiro é possível e o Sr. Borges vai ser muito útil para a análise dos números revelados na investigação, assim como para o cálculo da atualização da dívida da Fundhas com o INSS”, disse.
A comissão também decidiu solicitar que seja publicado “banner” na página de abertura do site do Legislativo com “chamada” para o acompanhamento dos trabalhos da CEI. “A intenção é dar visibilidade à CEI da Fundhas, pois o site é mantido com recursos públicos”, explicou o vereador Luiz Mota.
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