Cemig reforça operação da usina de Candonga devido a acidente em Mariana
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou, por meio de comunicado, que reforçou a operação da usina Candonga, da Aliança Energia, da qual a companhia é sócia. A decisão é decorrente da chegada, ao reservatório da usina, da lama proveniente do rompimento de duas barragens de rejeitos de mineração na região de Mariana…

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou, por meio de comunicado, que reforçou a operação da usina Candonga, da Aliança Energia, da qual a companhia é sócia. A decisão é decorrente da chegada, ao reservatório da usina, da lama proveniente do rompimento de duas barragens de rejeitos de mineração na região de Mariana (MG).
Conforme a empresa, os técnicos da Cemig foram chamados para reforçar a operação da usina, pois a situação ficou bastante complexa devido ao grande volume e velocidade da lama. “A Cemig ajudou na busca de uma solução para o problema, muito difícil de ser controlado”, afirmou o gerente de Planejamento Energético, Marcelo de Deus Melo, na nota.
Após a passagem dos rejeitos, Candonga receberá operações de limpeza do reservatório e das comportas. Neste momento, explicou a Cemig, uma draga especial para limpeza de reservatórios emprestada da Usina Mascarenhas, da Escelsa, localizada no Espírito Santo, está na Usina Candonga para ajudar na recuperação do reservatório. O equipamento permite uma limpeza mais profunda, pois tem a característica de triturar sedimentos maiores.
Baguari
A Cemig também informou que os rejeitos chegaram, na manhã da última segunda-feira (09), à Usina Hidrelétrica Baguari, operada pelo Consórcio UHE Baguari, do qual a Cemig participa, e que seguiu todas as medidas definidas pela Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Agência Nacional de Águas (ANA).
Nesta quarta-feira, a prefeitura de Baixo Guandu (ES) solicitou a Aliança Energia, responsável também pela Usina Hidrelétrica Aimorés, na divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo, a retirada de água limpa para abastecimento de hospitais e escolas da região, utilizando o que ficou armazenado nas turbinas, enquanto os detritos liberados pelo rompimento de duas barragens em Mariana ainda não chegassem à usina.
“A Cemig também reforçou o corpo de técnicos para as usinas e está prestando todas as informações solicitadas pelas autoridades municipais, estaduais e federais que acompanham a situação do Rio Doce”, declarou.
A estatal mineira ainda comentou que o monitoramento é constante, em regime de plantão, em todas as três usinas hidrelétricas instaladas no Rio Doce – Aimorés, Baguari e Candonga – que fazem parte das empresas do grupo. Hoje, o presidente da Cemig, Mauro Borges, visita a Candonga. As três usinas suspenderam a geração de energia e abriram os vertedouros após o desastre ambiental de Mariana, seguindo as determinações do ONS e ANA.
Posts Relacionados

Trump diz que Flávio Bolsonaro pode ficar nos EUA “quanto tempo quiser”, mas descarta encontro

Após derrota de Flávio, revisão criminal no STF vira principal aposta da defesa de Bolsonaro

Fim da escala 6×1 pode aumentar taxa de condomínio e reduzir serviços
