Cervejaria do Canadá lança caixa com 1.461 latinhas
Empresa sugere uma latinha por dia até o final da gestão Trump

A política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem gerado incertezas em muitos países principalmente o México e o Canadá. Ambos já foram alvos das tarifas do republicano e seguem em negociações com os EUA para evitar o encarecimento de produtos para ambos os lados.
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Nesse contexto, a Moosehead Breweries, fundada em 1867, lançou na sexta-feira (07) uma caixa gigante com 1.461 latas de cerveja. A marca diz que engradado é “o suficiente para aguentar todo o mandato presidencial” de Trump – consumindo uma latinha por dia.
“Se o começo de 2025 nos ensinou alguma coisa, é que é preciso determinação para quatro anos de incerteza política – e não há melhor maneira de superar cada dia do que com uma cerveja verdadeiramente canadense”, afirmou Karen Grigg, diretora de marketing da Moosehead, sediada em New Brunswick, em comunicado para a imprensa.
O “Pack Presidencial” está à venda apenas no site da Moosehead, para residentes das províncias canadenses de Ontario, New Brunswick e Nova Scotia por cerca de C$ 3.500 (US$ 2.400), incluindo a entrega.
A cervejaria ainda ressalta que foi fundada no mesmo ano que o Canadá, e ambos “passaram por muita coisa” nos últimos 158 anos.
“Embora não possamos prever como serão os próximos quatro anos, temos a sensação de que este grande fardo será útil”, acrescentou Grigg.
Assim como outras empresas canadenses, a Moosehead não está satisfeita com as ameaças tarifárias de Trump.
Em entrevista à CTV News do Canadá, o CEO da cervejaria, Andrew Oland, classificou-as como “uma grande decepção” e disse que está “muito triste por ver esta relação tomando um rumo diferente”.
Em particular, o custo das tampas de alumínio da Moosehead será afetado pelas tarifas de 10% que começam na próxima semana, uma vez que a empresa só pode obtê-las dos EUA.
Além disso, segundo o CEO, cerca de 20% da cerveja da companhia é vendida para os americanos, e essas exportações também poderão ser afetadas.
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A bebida é um dos muitos produtos na mira da guerra comercial entre os dois países.
As províncias canadenses retiraram de suas prateleiras os destilados e vinhos fabricados nos Estados Unidos, o que levou o diretor executivo da empresa americana Brown-Forman, Lawson Whiting, a classificar essa ação como “pior do que uma tarifa, porque está literalmente cortando as vendas”.
Mas a cerveja é diferente. Muitas das grandes empresas que vendem no Canadá, como a Anheuser-Busch, fabricam de marcas americanas (Bud Light) no país e, por isso, não são afetadas pelos impostos.
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