Cesta básica da RMVale teve aumento de R$450 de 2020 para 2021
Agosto registra a maior alta deste ano, até agora – R$64,70

O preço da cesta básica na RMVale aumentou R$450,78 do ano passado para este, segundo estudo publicado pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté).
Em agosto de 2020, a cesta custava R$1.734,87, já em agosto de 2021, o valor foi de R$2.185,65, que equivale a aumento de 25,98%, maior do que a inflação.
O estudo mais recente do Nupes, divulgado hoje, mostra que agosto registrou aumento de R$64,70 no preço da cesta básica. É a maior alta do ano, até o momento. O valor subiu de R$2.120,95, em julho, para R$ 2.185,65 neste mês, o equivalente a 3,05%.
O mês apenas seguiu a tendência de aumento que tem se mantido durante a pandemia. Segundo o estudo, a alta é justificada pelas geadas no final de julho e início de agosto, que afetam a produção de hortifrúti.
Vale lembrar que 90,33% do valor total da cesta corresponde a itens básicos da alimentação do brasileiro, enquanto os itens higiene pessoal e limpeza doméstica correspondem a 5,43% e 4,24%.
De mercado em mercado
Na tentativa de encontrar preços um pouco mais acessíveis, consumidores acabam visitando vários mercados a cada vez que fazem compra. “Tenho que ficar pingando de mercado em mercado. Tenho que comprar legumes no dia da promoção, o ‘grosso’ tenho que comprar no atacadão”, afirma a culinarista Márcia Lião.
Para seu trabalho de entrega de marmitas personalizadas, Márcia precisa ir ao mercado toda semana. A diferença de preços nunca passa despercebida.
“Para você ter uma ideia, eu pagava R$2, R$1,90, no quilo da abobrinha, agora está R$12, de uma semana para outra. Entre os legumes, muitas coisas aumentaram, entre as carnes também. Como trabalho com comida, o que vejo é mais no setor de alimentos”, relata.
A cozinheira afirma que acompanha o dia de promoção de cada mercado. “Consigo melhor preço no dia de feira do mercado, não na feira da rua”.
Nisso tudo, a única surpresa positiva é o preço dos orgânicos, segundo Márcia. “Antes, os orgânicos eram bem mais caros. Tenho clientes que só comem produtos orgânicos — legumes e frutas. A cesta de orgânicos que pego com dez itens sai por R$44. No mercado, com R$44 não compra tanta coisa”, afirma.
Alimentos que ficaram mais caros
O preço da abobrinha quase dobrou, o aumento foi de R$109%. A batata aumentou 18,74% e a mandioca, 14,06%; o motivo são condições climáticas desfavoráveis.
O aumento de 11,83% do frango acompanha a expansão das exportações brasileiras, com mercadoria cara e dólar alto. Produzir ração para o frango também custa caro, o que impacta o preço no supermercado.
Já o aumento de 10,42% do café dos tipos arábica e robusta está atrelado à retração das vendas e à alta dos contratos futuros externos. Para simplificar, também teve relação com as geadas que queimaram cafezais. A tendência é que o produto continue caro nos próximos meses.
Alimentos que baixaram de preço
O preço da cebola caiu 17,55% e do alho, 13,77%. O arroz teve queda de 5,48%; a expectativa é que o grão se mantenha estável nos meses seguintes.
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