Cesta básica sobe 1,11% em abril no Vale do Paraíba
São José teve a maior alta da região

A cesta básica familiar no Vale do Paraíba apresentou um aumento de 1,11% no mês de abril de 2026, atingindo o custo médio de R$ 2.904,18. De acordo com o levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES) da Universidade de Taubaté (UNITAU), esta foi a maior variação mensal registrada desde março de 2025. O acréscimo de R$ 31,80 no orçamento é atribuído principalmente à elevação nos preços dos alimentos devido a fatores sazonais e redução da oferta.
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O impacto no bolso do consumidor reflete-se no comprometimento da renda familiar, que subiu para 35,83% em abril. Como não houve reajuste no salário mínimo, o aumento do custo essencial reduz o poder de compra para outras áreas como saúde, educação e transporte.
De acordo com o levantamento, todas as cidades analisadas apresentaram aumento no custo da cesta básica durante o período. São José dos Campos liderou o ranking com a maior alta da região, registrando um crescimento de 1,85%, enquanto Taubaté teve a menor variação, com alta de 0,40%. Em termos de valores nominais, Campos do Jordão manteve o posto de cesta mais cara do Vale do Paraíba, custando R$ 3.073,61, ao passo que Taubaté apresentou o menor valor total, fechando em R$ 2.806,87.
No que diz respeito aos produtos, o grupo de alimentação foi o principal responsável pela pressão inflacionária, registrando uma alta de 1,16% e representando mais de 90% do custo total da cesta. Os itens que sofreram os maiores aumentos foram a cenoura, com alta de 31,30%, a cebola, que subiu 18,85%, e a batata inglesa, com elevação de 14,30%. O leite longa vida (+13,93%) e o tomate (+8,57%) também contribuíram significativamente para o índice. Em contrapartida, alguns alimentos apresentaram redução de preço no mês de abril, com destaque para a abobrinha, que caiu 14,77%, e o mamão formosa, com queda de 8,02%. Itens como laranja pera (-5,83%), banana nanica (-4,31%) e couve (-4,20%) também ficaram mais baratos para o consumidor.
A pressão inflacionária foi puxada pelo grupo de alimentação, que representa mais de 90% do valor total da cesta. Os itens com as maiores altas foram a cenoura (+31,30%), cebola (+18,85%), batata inglesa (+14,30%) e leite longa vida (+13,93%). Em contrapartida, produtos como abobrinha (-14,77%) e mamão formosa (-8,02%) registraram queda nos preços.
Carnes e Acumulado de 12 Meses
A carne bovina acumulou alta de mais de 11% no ano, com o quilo chegando à média de R$ 54,47 em abril. O aumento é justificado pela oferta restrita e custos elevados de produção. Por outro lado, carnes de frango e suína apresentaram redução de preço devido à maior oferta no mercado.
Apesar do aumento recente, o cenário em 12 meses mostra estabilidade, com uma queda de 0,92% no valor da cesta entre abril de 2025 e abril de 2026. Para os pesquisadores, a percepção de custo elevado pela população é intensificada pela pressão de preços comum neste início de ano.
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