Cesta básica sobe pelo segundo mês seguido e se aproxima de R$ 3 mil no Vale do Paraíba

Levantamento da Unitau aponta alta de 1,63% em outubro; Campos do Jordão tem o maior custo da região, enquanto Taubaté registra o menor valor

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
Cesta básica

O preço da cesta básica no Vale do Paraíba aumentou pelo segundo mês consecutivo e chegou a R$ 2.994,93 em outubro de 2026. O valor representa uma alta de 1,63% em relação a setembro, quando a cesta custava, em média, R$ 2.947,02. O aumento foi de R$ 47,91 no período.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes), da Universidade de Taubaté (Unitau). O levantamento considera uma cesta familiar composta por 44 produtos, destinada ao consumo de uma família de cinco pessoas.

A alta de outubro ocorre após o avanço de 2,18% registrado em setembro. Somados, os aumentos dos dois meses representam R$ 110,78 a mais no custo da cesta básica. O resultado reverte a redução de R$ 106,37 acumulada durante julho e agosto.

O grupo de alimentação foi o principal responsável pela elevação dos preços. Dos R$ 47,91 de aumento, R$ 47,39 vieram desse segmento, que representa 90,28% do peso total do índice.

Campos do Jordão tem a cesta mais cara

Entre as cidades pesquisadas, Campos do Jordão continua apresentando o maior custo médio, com R$ 3.185,56. Já Taubaté registra o menor valor, de R$ 2.904,31.

A diferença entre os dois municípios é de R$ 281,25, equivalente a 9,68%.

Confira os valores de outubro e as variações em relação a setembro:

  • Campos do Jordão: R$ 3.185,56 (+1,60%)
  • Caçapava: R$ 2.949,35 (+2,05%)
  • São José dos Campos: R$ 2.940,51 (+1,46%)
  • Taubaté: R$ 2.904,31 (+1,39%)

Caçapava teve a maior alta percentual do mês, enquanto Taubaté apresentou a menor variação entre as quatro cidades pesquisadas.

Segundo o Nupes, fatores como os custos de transporte para abastecer Campos do Jordão e a concorrência comercial em Taubaté ajudam a explicar as diferenças entre os municípios.

Chuvas e preço da carne pressionam alimentos

De acordo com a análise dos economistas do Nupes, o excesso de chuvas no Sudeste foi um dos fatores que contribuíram para a alta dos alimentos. As precipitações acima da média prejudicaram a colheita, o manejo das lavouras e a qualidade de hortaliças produzidas no interior paulista e no Triângulo Mineiro.

Outro fator foi a valorização da carne bovina. A arroba do boi gordo superou R$ 400 no mercado futuro da B3, movimento associado à oferta restrita de animais prontos para o abate.

Entre os produtos que mais encareceram em outubro estão:

  • Cebola: alta de 20,54%;
  • Tomate salada: alta de 17,50%;
  • Mamão Formosa: alta de 15,02%;
  • Alface: alta de 9,66%;
  • Contrafilé: alta de 6,93%;
  • Alcatra: alta de 6,74%.

A cebola e o tomate registraram o segundo mês consecutivo de aumento. O tomate, que já havia subido 45,34% em setembro, voltou a pressionar o orçamento das famílias.

Cenoura tem maior queda de preço

Na outra ponta, alguns produtos ficaram mais baratos. A cenoura teve a maior redução, de 17,21%, acumulando quatro meses consecutivos de queda. Segundo o levantamento, o recuo está relacionado ao aumento dos estoques em São Gotardo, em Minas Gerais.

Também apresentaram redução a abobrinha, com queda de 6,72%, e o alho, que ficou 6,30% mais barato.

Os três grupos que compõem o índice registraram alta em outubro. A alimentação passou a custar R$ 2.703,69, com aumento de 1,78%. A cesta de limpeza doméstica chegou a R$ 138,84, alta de 0,28%, enquanto os produtos de higiene pessoal atingiram R$ 152,40, com variação positiva de 0,09%.

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