Chefão Parte II prossegue com brilho a saga dos Corleone
É uma questão que há 40 anos divide os críticos – O Poderoso Chefão Parte II é melhor (ou não) que o primeiro da série que Francis Ford Coppola adaptou de Mario Puzo? O Poderoso Chefão ganhou o Oscar de melhor filme de 1972, mas não o prêmio de direção que, naquele ano, foi para Cabaret, o musical de Bob Fosse. Dois anos mais tarde, o segundo…

É uma questão que há 40 anos divide os críticos – O Poderoso Chefão Parte II é melhor (ou não) que o primeiro da série que Francis Ford Coppola adaptou de Mario Puzo? O Poderoso Chefão ganhou o Oscar de melhor filme de 1972, mas não o prêmio de direção que, naquele ano, foi para Cabaret, o musical de Bob Fosse. Dois anos mais tarde, o segundo Chefão ganhou as duas estatuetas principais, de melhor filme e direção. Desde então, os críticos se dividem.
Alguns consideram o primeiro filme melhor – uma extraordinária lição de cinema narrativo para refletir sobre o tema da luta pelo poder numa democracia étnica. Outros críticos não vacilam em considerar Parte II superior, e chegam a dizer que as cenas de Cuba, quando Coppola usa um bolo, durante uma comemoração, para metaforizar a divisão da ilha pelas famílias mafiosas – na fase anterior à revolução de Fidel Castro -, como a melhor coisa que Coppola fez em toda a sua carreira.
O 1 é melhor, como o 2 também é superior ao Chefão 3, mas todos os filmes da trilogia de Coppola são bons, transformando a saga da família Corleone num conjunto de filmes raros na história do cinema. Parte II possui uma narrativa mais complexa que O Poderoso Chefão. O filme desenvolve-se em dois tempos. No presente, mostra a luta de Michael Corleone (Al Pacino) para consolidar o império que herdou do pai. No passado – não necessariamente em flash-back, mas num relato em bloco (e paralelo) com as cenas do presente – mostra como o jovem Vito (Robert De Niro, que ganhou o Oscar de coadjuvante pelo papel) tornou-se chefão, a golpes de audácia.
O Poderoso Chefão Parte II está de volta em versão restaurada. Ganhou seis Oscars. Além dos três citados, também os de roteiro (Coppola e Mario Puzo), trilha (Nino Rota e Carmine Coppola) e direção de arte (Dean Tavoularis). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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