Chefe da F1 minimiza Nascar ao defender data de GP
Chefe maior da Fórmula 1, Bernie Ecclestone se pronunciou nesta quarta-feira para rebater duras críticas feitas pelo responsável pelo Texas Motor Speedway, Eddie Gossage, que ficou revoltado com o fato de o GP dos Estados Unidos ter sido marcado para o dia 2 de novembro, em Austin. Nesta mesma data ocorrerá, em Fort Worth, também no estado…

Chefe maior da Fórmula 1, Bernie Ecclestone se pronunciou nesta quarta-feira para rebater duras críticas feitas pelo responsável pelo Texas Motor Speedway, Eddie Gossage, que ficou revoltado com o fato de o GP dos Estados Unidos ter sido marcado para o dia 2 de novembro, em Austin. Nesta mesma data ocorrerá, em Fort Worth, também no estado texano, a antepenúltima etapa da Nascar, e o dirigente local acredita que o britânico foi “arrogante” por ter aprovado a realização desta prova da F1 no mesmo final de semana da corrida válida pela categoria que é considerada a maior do automobilismo norte-americano.
“Eu acho isso uma coisa absolutamente tola. É um tiro disparado pela Fórmula 1 na Nascar. Não posso dizer que estou surpreso porque Bernie Ecclestone faz um monte de coisas tolas. Mas simplesmente não é inteligente. Há 52 semanas por ano e esse foi o único fim de semana escolhido para a F1 realizar sua corrida em Austin?”, questionou Gossage.
Austin e Fort Worth estão separadas por cerca de três horas percorridas por meio de uma viagem de carro, mas Ecclestone acredita que o “público da Nascar não é o mesmo da Fórmula 1”. Ao falar sobre o assunto, o dirigente chegou a minimizar o peso da categoria norte-americana de turismo, que é mundialmente conhecida. “São pessoas diferentes, clientes diferentes. No fim do dia eles (da Nascar) disputam uma competição doméstica na América _ nós disputamos um campeonato mundial”, enfatizou.
Para justificar a realização do GP dos Estados Unidos nesta data, Ecclestone também destacou a enorme operação logística que uma prova da F1 exige e sua consequente adequação ao calendário de corridas. “Nós temos um pequeno problema que eles (da Nascar) não têm. Temos seis jatos jumbo para transportar todos nossos equipamentos, e nós temos de encontrar a maneira mais sensata de usá-los para isso. Temos que ser eficientes e termos em mente que também poderemos encontrar problemas em um aeroporto”, disse, se referindo ao fato de que os seguidos deslocamentos internacionais das equipes da F1 tornam ainda mais complexos o estabelecimento de datas paras as provas.
O fato de o GP dos Estados Unidos ocorrer após uma inédita corrida na Rússia na F1, em 12 de outubro, também foi citado por Ecclestone para defender o agendamento do dia 2 de novembro para a prova norte-americana. “Esses problemas (coincidências de datas com provas de outras categorias) podem ocorrer, mas Gossage e outras pessoas não percebem essas coisas. A corrida anterior à dos Estados Unidos é na Rússia, em Sochi. Nunca estivemos lá antes, e temos de sair de lá e ir para Austin”, completou o chefe da F1, para depois lembrar que provavelmente será “muito mais fácil” sair de São Paulo, palco do GP do Brasil, a penúltima etapa do calendário de 2014, e ir para Abu Dabi, onde ocorrerá a última prova do ano.
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