Cicatrizes do passado

Confira mais um texto participante do Meon Jovem

Escrito por: Maria Eduarda Penna e Maria Alice Barros1 min de leitura
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Invisíveis, discriminados,

Mas nunca apagados,

Seus corpos contam uma história

Ecoada da senzala,

Batalha de sua ancestralidade

Na batida dos tambores que clamam por liberdade

Na pele escura, símbolo de resistência,

Vibra a luta por sua permanência

Ressoada no tambor que chama a lembrança,

Das notas soltadas,

memórias abraçam a esperança

Um passado que se entrelaça ao presente

Cultivado por histórias centenárias

Esquecidas e não cativadas,

Por séculos jamais repassadas

Raízes de uma luta que não se cessa,

Cicatrizes que contam histórias caladas,

Erguem-se da lembrança correntes quebradas,

Eles não são escravos do seu passado

Nos olhos que refletem a noite escura

Que o mundo ouça o tambor da igualdade

Que o brilho das celebrações dessa cultura

Tragam cadência dos passos da diversidade

Que esta vasta desigualdade no mundo desapareça

E que a sociedade não se esqueça

Que a cor da pele é a única diferença.

Com supervisão de Isabela Sardinha, jornalista do Meon Jovem.

Maria Eduarda Penna e Maria Alice Barros
Maria Eduarda Penna e Maria Alice Barros

3º ano do ensino médio - EEEMI Professora Maria Dolores Veríssimo Madureira - SJC

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