CNC: não há tendência de crescimento de endividamento
Os brasileiros têm quase um terço da renda comprometida com o pagamento de dívidas, segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) divulgada nesta terça-feira (29), pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). O comprometimento da renda manteve-se estável nos últimos três meses, em 30,9% de…

Os brasileiros têm quase um terço da renda comprometida com o pagamento de dívidas, segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) divulgada nesta terça-feira (29), pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). O comprometimento da renda manteve-se estável nos últimos três meses, em 30,9% de fevereiro a abril, mas está em patamar superior ao verificado em abril do ano passado, quando as famílias tinham 29,9% da renda comprometida com o pagamento de dívidas.
A pesquisa da CNC mostrou que houve um aumento no número de endividados na passagem de março para abril. O porcentual de famílias que declararam possuir algum tipo de dívida passou de 61% para 62,3%. No entanto, a CNC ressalta que o total de endividados ainda é menor do que o verificado em abril do ano passado, assim como em meses anteriores.
“Não há tendência de crescimento do endividamento, foi uma alta pontual. O resultado ainda está abaixo do que foi registrado em janeiro e fevereiro. A nossa avaliação é de que existe um processo de moderação do endividamento, devido à alta do custo do crédito”, apontou Marianne Hanson, economista da CNC.
Já o aumento na inadimplência verificado também pela pesquisa em abril foi considerado pela economista como um movimento sazonal. O total de famílias inadimplentes passou de 20,8% em março para 21% em abril. “É a terceira alta consecutiva no número de inadimplentes. Esse movimento acontece normalmente no início do ano, é sazonal, provocado pelos gastos característicos desse período. Mas também tem outra razão, que é o crédito mais caro. Hoje, as condições de negociação de dívidas estão piores do que em relação ao ano passado”, lembrou Marianne.
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