Com 61 mil idosos, São José ganha Câmara da Melhor Idade

Em São José dos Campos, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população com mais de 60 anos saltou de 34,8 mil em 2000 para 61,7 mil pessoas em 2010 – um aumento de 77%. O índice de crescimento na cidade supera a média nacional no período, que foi de 38,5%. Em 2000 havia quase 14 milhões de idosos no Brasil. Já em 2010, o grupo de pessoas na terceira idade ultrapassava a casa dos 19 milhões.

Escrito por: Elaine Rodrigues4 min de leitura
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Câmara da Melhor Idade vai representar idosos no Legislativo em São José

Divulgação

Em São José dos Campos a população com mais de 60 anos saltou de 34,8 mil em 2000 para 61,7 mil pessoas em 2010 – um aumento de 77%. O índice de crescimento na cidade supera a média nacional no período, que foi de 38,5%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2000 havia quase 14 milhões de idosos no Brasil. Já em 2010, o grupo de pessoas na Terceira Idade ultrapassava a casa dos 19 milhões.

O aumento representa ainda uma preocupação para a cidade que, para os especialistas, ainda tem muito o que fazer para atender bem essa faixa da população. O último projeto voltado a esse público em São José dos Campos foi lançado nesta segunda-feira (30). Com o nome de Câmara da Melhor Idade, o grupo irá representar as demandas os idosos junto ao Legislativo.

Políticas
Para o médico e defensor das políticas voltadas à Terceira Idade na cidade,  José de Castro Coimbra (PMDB), apesar dos avanços, pela quantidade de pessoas idosas ainda faltam investimentos.

“Aqui, como no Brasil, estamos com uma revolução da longevidade. Com as pessoas vivendo mais, teremos em breve um Tsunami de idosos. Pensando assim, já perdemos muito tempo. Temos que investir e logo em mais políticas para o idoso”, afirma o médico.

As áreas mais carentes, segundo Coimbra, que já foi diretor do Departamento do Idoso na Secretaria de Promoção da Cidadania em São José, são a atenção ao idoso frágil e programas voltados à inclusão no mercado de trabalho. “Temos que ter programas para o idoso trabalhar. Ele pode ensinar profissões que estão entrando em extinção por exemplo, como alfaiataria e barbearia. Na saúde, cerca de 20% das pessoas com mais de 70 anos não são ativas, são acamadas, precisam de cuidado 24 horas. Aqui faltam instituições de permanência”, ressalta.

Saúde
Na avaliação de Coimbra, alguns pontos já avançaram. “Temos investido na formação de cuidadores, mas só isso não basta. Temos quatro Casas do Idoso que atendem uma média de 6 mil idosos, mas temos mais de 60 mil na cidade. Então ainda temos que andar muito”.

A saúde é uma das maiores preocupações. Entre os diversos pontos apresentados pelo médico, dois se destacam. “Outra coisa que tem que mudar é essa fila para uma pessoa da Terceira Idade conseguir pelo SUS um aparelho auditivo, um óculos, aparelhos dentários e outros aparelhos garantidos por lei. As pessoas esperam até quatro anos por isso, mas esse período para um idoso é uma eternidade. Outro ponto é a falta de geriatras, que é um problema nacional. O Brasil não forma geriatras”, conclui.

Novo Projeto
A Câmara da Melhor Idade reúne membros de associações, asilos e centros de convivência, além de pessoas do conselho municipal e Casa do Idoso. O mandato de cada integrante da câmara tem a duração de um ano, sendo obrigatória uma nova composição ao término de cada período.

“São José dos Campos já tem uma tradição em desenvolver políticas e atividades voltadas a melhor idade, então nada mais natural que chamar esta parcela tão importante da sociedade para ajudar a discutir e implantar ações voltadas a eles”, afirma Amélia Naomi, presidente da Câmara e autora do projeto.

Outro lado
Procurada pelo Meon, a prefeitura informou, em nota, que já adota políticas para atender os idosos. E destacou alguns programas municipais como o atendimento a grupos com hipertensão, diabetes, prevenção de câncer de mama, útero e próstata, educação nutricional nas UBS’s, abordagem individual para idoso tabagista, acolhimento de pacientes alcoolistas e usuários de drogas, rastreamento dos câncer, atendimento odontológico preventivo e protético, programa municipal de asma e 20% das vagas de consultas clínicas reservadas para idosos.

A prefeitura também oferece acolhimento preferencial em unidades de saúde, programa de educação permanente, formação de cuidadores de idosos, prevenção de acidentes domésticos e quedas e atendimento domiciliar para quem não tem mobilidade.

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