Com apoio de Marina, Aécio fala em convergência de programas
Depois de comemorar o apoio da ex-senadora Marina Silva (PSB), derrotada no primeiro turno das eleições, o candidato à presidência Aécio Neves afirmou neste domingo (12), em entrevista coletiva na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), que “não houve mudança de absolutamente nada” nas diretrizes de seu plano de governo.


Candidato à presidência e aliados ficam de frente à imagem da santa padroeira
Flávio Pereira/Meon
Depois de comemorar o apoio da ex-senadora Marina Silva (PSB), derrotada no primeiro turno das eleições, o candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) afirmou neste domingo (12), em entrevista coletiva na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), que “não houve mudança de absolutamente nada” nas diretrizes de seu plano de governo.
Marina acenava com “compromissos fundamentais” que o tucano deveria considerar para ganhar o apoio da pessebista na etapa final da disputa presidencial. Os temas eram reforma agrária, a manutenção dos direitos dos trabalhadores, demarcações de terras indígenas e de unidades de conservação, a adoção de uma política “progressista” para com o clima, ensino em tempo integral, passe livre para estudantes e revisão do fator previdenciário.
Com o apoio confirmado, Aécio afasta possíveis concessões. “Houve uma convergência muito natural à valorização das ações sociais, nosso compromisso com a manutenção das políticas sociais, a nossa luta permanente pelo desenvolvimento sustentável, (…) com as liberdades coletivas com as liberdades individuais e com a liberdade de imprensa. Tudo isso nos aproximou. Foi algo feito com absoluta tranquilidade”, diz.
A formalização de compromissos aconteceu nesse sábado (11), no Recife (PE), junto da família do falecido Eduardo Campos quando divulgou uma carta inspirada em reivindicações de Marina Silva, reforçando laços com políticas sociais. Dos temas indicados por Marina, o documento aborda a política ambiental sustentável, a priorização do ensino integral e a criação de um fundo para tentar solucionar conflitos entre índios e produtores rurais. “O programa de governo que eu defendo é muito próximo daquilo que Marina sempre defendeu”, afirma.
Reeleição
O senador mineiro reiterou posição quanto à mudança do mandato presidencial para cinco anos coincidentes e sem reeleição. “É uma proposta que consta desde as diretrizes do nosso programa de governo e permanece. E é convergente também com o que propunha Eduardo Campos e o que propõe hoje Marina Silva”, fala.
Aproveitando os festejos do Dia da Padroeira, o candidato afirmou que “o Estado deve ser sempre laico”, ainda que pratique os valores da fé cristã. “Saio daqui revigorado em cada vez que saio daqui dessa Basílica. Já recebi as primeiras bênçãos [referindo-se ao apoio de Marina]”.
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