Com contas atrasadas e falta de verba, Unifesp de São José pode suspender aulas em abril
Custeio total da unidade é de R$ 500 mil por mês; dívidas chegam a R$ 400 mil.


Custeio total da unidade é de R$ 500 mil por mês; dívidas chegam a R$ 400 mil
Flávio Pereira/Meon
Com dois meses de atrasos em contas de energia e contratos com a empresa de vigilância, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) de São José dos Campos pode suspender as aulas dos 1.300 estudantes em abril.
O atraso no repasse de verbas pelo MEC (Ministério da Educação) afetou diretamente as contas da universidade que, segundo a direção da instituição, está com déficit de R$ 400 mil. Segundo o diretor do campus em São José, Leduino de Salles Neto, o custeio da unidade gira entorno de R$ 500 mil por mês e o governo federal repassou apenas R$ 600 mil nos dois primeiros meses. O valor total do repasse de janeiro e fevereiro seria de R$ 1 milhão.
O diretor classifica a situação como ‘caótica’ e afirma que a direção não terá condições de continuar com as atividades, caso o repasse não seja realizado pelo MEC.
“A situação é preocupante, estamos com contas de energias atrasadas há dois meses e o pagamento da empresa de vigilância atrasado. Não vamos ter condições de continuar dessa forma se o MEC não realizar o repasse do custeio”, afirma Leduino de Salles Neto.
De acordo com o diretor e professor da Unifesp, o governo federal não deu nenhum prazo de quando a verba para o custeio será repassada integralmente. “Eles alegam apenas que o projeto para a liberação da verba está para sanção da presidente, mas sem detalhamento. Não dá para sabermos”, diz Neto.
MEC
Procurada pelo Meon, o Ministério da Educação afirma que o orçamento para 2015 foi aprovado no Congresso Nacional na semana passada e está esperando a sanção presidencial.
“Com o objetivo de garantir o pleno funcionamento dos serviços prestados pelas Universidades e Institutos Federais, o Ministério da Educação informa que o Governo Federal autorizou a liberação de 1/12 dos recursos destinados às instituições federais a partir deste mês. A medida permitirá que as instituições, que têm autonomia para gerir seus recursos, normalizem seus calendários de pagamento do custeio e investimentos”, informa a nota.
O Ministério da Educação afirma ainda que está em diálogo com as Universidades, Institutos e as respectivas entidades representativas para trabalhar em parceria e esclarecer eventuais dúvidas.
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