Com elenco renovado, peça ‘Um Dia Ouvi a Lua’ está de volta à cena

Elenco reformulado tem quatro novos atores Paul Constantinides/Divulgação Após hiato de pouco mais de um ano, a peça “Um Dia Ouvi a Lua”, da Cia. Teatro da Cidade, voltou a comover os espectadores em seu retorno aos palcos. Após a saída de quatro dos seis atores, o espetáculo mais importante da cena teatral joseense passou […]

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Elenco reformulado tem quatro novos atores

Paul Constantinides/Divulgação

Após hiato de pouco mais de um ano, a peça “Um Dia Ouvi a Lua”, da Cia. Teatro da Cidade, voltou a comover os espectadores em seu retorno aos palcos. Após a saída de quatro dos seis atores, o espetáculo mais importante da cena teatral joseense passou por uma reformulação no elenco para, novamente, ganhar a estrada.

A reestreia aconteceu com casa cheia no dia 17 de outubro, em Monteiro Lobato. A peça ainda esteve em cena no Centro de Artes Cênicas Walmor Chagas, em São José. Neste sábado (14) o grupo faz única apresentação no Teatro Univap, às 21h em apresentação que comemora os 25 anos da companhia.

A peça estreou em 2010 e, de lá para cá, já foram mais de 170 apresentações em 55 cidades de seis Estados. “Um Dia Ouvi a Lua” faz uma releitura, partindo do ponto de vista feminino, de três músicas da dupla Tonico & Tinoco. A atmosfera onírica é cenário para uma sucessão de lendas de uma São José dos Campos repleta de personagens emblemáticos e ‘causos’ que sobrevivem no imaginário dos moradores.

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Peça estará no Teatro Univap no sábado

Paul Constantinides/Divulgação

O retorno acontece depois da montagem conquistar prêmios nos festivais de Cubatão, Pindamonhangaba e da Cooperativa Paulista de Teatro como melhor espetáculo teatral do interior do Estado em 2010. Em 2011 a montagem ainda foi indicada ao prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e ao prêmio Shell, o primeiro como melhor dramaturgia para Luis Alberto de Abreu e, o segundo, para Beto Quadros como melhor direção musical.

Retorno
Com todas essas referências na bagagem, o recomeço para a peça precisou ser meticuloso. Nesse espaço de um ano fora dos palcos, o criador da Cia. e co-diretor da peça, Claudio Mendel, participou ativamente da seleção do novo elenco e da retomada dos ensaios. O período exigia rigor aos detalhes para manter o selo de qualidade que a montagem recebeu nesses quatro anos em cena.

“Escolhemos bem os atores e demos prioridade para a manutenção da peça como ela é. Portanto, não foram realizadas adaptações no decorrer do processo. É a mesma montagem, mesmo texto e o que muda é apenas o tom que cada novo ator oferece para sua personagem”, explica.

Figura experiente do cenário regional, Mendel já tinha de cabeça quais as peças de reposição se encaixariam perfeitamente nesta nova fase da peça. O tino adquirido em décadas dedicadas ao teatro somado à  antena ligada ao que acontece na cena foram determinantes na hora de redefinir os rumos de um projeto tão importante para o teatro joseense.

“Por estar sempre em contato com os atores e presente às apresentações aqui da região, já tinha, por observação, os nomes que poderiam se encaixar nos papeis. O Rafael (Érnica) e a Lilian (Ferreira) eu já conhecia bastante. O Jean (de Oliveira), a mesma coisa, já tínhamos trabalhado juntos em outros projetos. Já a Sarah (Alice) tem uma formação na dança, mas surpreendeu todo mundo e deu conta do recado”, conta. Andreia Barros e Jéssica Lane, remanescentes da primeira turma, completam o elenco.

Estrada
Nas duas primeiras apresentações com o novo elenco, a peça foi aplaudida de pé. Ainda há mais três espetáculos previstos para este ano e, em 2016, a expectativa é pegar a estrada com ânimo renovado.

” Voltar depois de um ano, com elenco renovado, traz um vigor muito bem vindo para a peça. Quem entrou está com o gás lá em cima e, a partir de 2016 devemos excursionar com o espetáculo novamente”.

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