Com falhas de Cássio e Felipe, Guaraní derrota o Corinthians no Paraguai
O Corinthians começou com tudo a Copa Libertadores, mas fraqueja no início dos jogos decisivos. A derrota por 2 a 0 para o Guaraní, nesta quarta-feira, no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai, obriga o time do técnico Tite a vencer por três gols de diferença na próxima quarta, no estádio Itaquerão, em São Paulo, para avançar…

O Corinthians começou com tudo a Copa Libertadores, mas fraqueja no início dos jogos decisivos. A derrota por 2 a 0 para o Guaraní, nesta quarta-feira, no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai, obriga o time do técnico Tite a vencer por três gols de diferença na próxima quarta, no estádio Itaquerão, em São Paulo, para avançar às quartas de final.
O jogo foi marcado por falhas individuais. O goleiro Cássio errou feio e levou um frango no primeiro gol do Guarani; Felipe vacilou no segundo. Para quem pensava em recuperar o bom futebol, foi desastroso. Foi o quarto jogo seguido sem vitória.
É verdade que o Guaraní tinha três zagueiros e três volantes, ou seja, uma retranca bem feita. Não seria fácil, portanto, chegar ao gol de Alfredo Aguilar. O que não se imaginava é que esse esquema travasse tão bem o Corinthians no primeiro tempo.
O time de Tite, cuja característica é o toque de bola e a triangulação, manteve o controle do jogo, mas não foi agressivo. Na verdade, foi pouco efetivo no ataque. Primeiro porque os armadores não tinham espaço. Nem Jadson, nem Elias e tampouco Renato Augusto. Além disso, a aposta na escalação não deu certo. Foi ineficaz a entrada de Luciano. Ele foi péssimo no ataque e também não cumpriu sua função defensiva. Deixou espaços demais no meio de campo.
Sobrou para Guerrero. Se já é difícil voltar ao time depois de um mês afastado, jogar isolado também não é a melhor solução. Em uma chance que teve, ele se precipitou e fez algo que não combina com um jogador de seu quilate: isolou uma bola, mandando por cima do gol.
Este chute, a primeira finalização do Corinthians, aconteceu aos 30 minutos e simbolizou o que foi o ataque do time de Tite na etapa inicial. Outra constatação de que tudo andava mal: Gil, aos 41, evitou, em cima da linha, um gol do Guaraní. Benítez, que estava livre, errou feio.
O segundo tempo começou com o Guaraní perdeu outra chance incrível. Até que veio o gol. Santander cobrou falta de muito longe. A bola foi rasteira, fácil, mas Cássio a deixou escapar. O goleiro ainda tentou, em vão, evitar o frango.
O gol do Guaraní saiu aos 14 minutos do segundo tempo. E Tite, que não tinha mexido no time, retardou ainda mais uma substituição. Manteve Luciano no time e deixou Vagner Love e Malcom no banco de reservas. O Corinthians só reagiu depois de levar o gol. Guerrero por pouco não concluiu um cruzamento e Fábio Santos quase empatou o jogo – acertou um chute na trave.
Após as alterações de Tite, o Corinthians até ganhou mais pegada e melhorou em campo. Mas ao tentar buscar o empate, sofreu o segundo, marcado por Contreras aos 38 minutos, em um contragolpe em que Felipe não conseguiu parar o paraguaio. Daí até o final, pressão corintiana sem efeito.
FICHA TÉCNICA:
GUARANÍ 2 x 0 CORINTHIANS
GUARANÍ – Alfredo Aguilar; Juan Patiño, Julio César Cáceres e Rubén Maldonado; Eduardo Filippini (Contrera), Tomás Bartomeus, Luis de la Cruz, Marcelo Palau e Jorge Mendoza; Federico Santander (Fernando Fernández) e Julián Benítez (Juan Aguilar). Técnico: Fernando Jubero.
CORINTHIANS – Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Fábio Santos; Ralf (Bruno Henrique), Elias, Jadson (Malcom) e Renato Augusto; Luciano (Danilo) e Guerrero. Técnico: Tite.
GOLS – Federico Santander, aos 14, e Contrera, aos 36 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS – Fábio Santos e Felipe (Corinthians).
ÁRBITRO – Daniel Fedorczuk (Fifa/Uruguai).
RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.
LOCAL – Estádio Defensores del Chaco, em Assunção (Paraguai).
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