Multi-campeão, Zanon acredita em São José forte no NBB
Zanon durante apresentação no São José Basketball Antonio Basílio/PMSJC Aos 50 anos de idade, 32 deles dedicados ao basquete, Luiz Augusto Zanon pode-se dizer um vencedor, tanto como jogador, quanto treinador. É o único técnico do Brasil a ser campeão estadual e nacional por equipes do masculino e do feminino. E hoje tem um grande […]


Zanon durante apresentação no São José Basketball
Antonio Basílio/PMSJC
Aos 50 anos de idade, 32 deles dedicados ao basquete, Luiz Augusto Zanon pode-se dizer um vencedor, tanto como jogador, quanto treinador. É o único técnico do Brasil a ser campeão estadual e nacional por equipes do masculino e do feminino. E hoje tem um grande desafio nas duas modalidades: comandar o São José Basketball no NBB (Novo Basquete Brasil) e a seleção Brasileira de Basquete Feminino.
Quando assumiu o selecionado brasileiro em 2013, Zanon pegou uma equipe que estava em baixa, com fracassos acumulados no mundial de 2010, no Pan de 2011 e as Olimpíadas de Londres-2012. E logo no primeiro desafio, foi Campeão Sul-Americano de forma invicta. Sem comandar uma equipe masculina de basquete desde 2006, Zanon fala, nesta entrevista exclusiva, sobre a oportunidade de treinar o São José e os desafios para essa temporada.
Você assumiu uma equipe que tem uma torcida fanática, que foi contra a saída de Régis Marreli e que provocou a queda de um dos ídolos do esporte na cidade, Edvar Simões. Na estreia, em casa, como foi a recepção dos joseenses? E hoje, depois dessa seqüência de vitórias, como você vê o apoio da torcida ao seu trabalho, e conseqüentemente a equipe?
Para mim eles foram fantásticos. Foi uma torcida que me aplaudiu na minha chegada, que nos jogos sempre esteve presente, valorizando o trabalho, eu tive uma emoção grande e só vi coisas boas. Do meu lado, estou satisfeito e contente que uma equipe de basquetebol tenha torcedores calorosos como os de São José, já que no basquete você dificilmente vê uma torcida tão entusiasmada. Eu sinto que há interesse dos jogadores, os atletas parecem dever algo a torcida quando não estão tão bem em quadra.
Um dos maiores ídolos do elenco joseense é o armador Fúlvio. Fora de combate, como ele te ajuda do lado de fora da quadra?
O Fúlvio é um dos meninos que mais tenho admiração, porque eu o conheço desde Limeira, de criança mesmo, de ir na casa dele e tudo mais. Os pais dele inclusive foram os principais articuladores por me levar a Limeira, onde comecei minha carreira como jogador. Por isso sei do caráter dele, da posição que ele tem. Infelizmente, hoje, ele não pode colaborar comigo, o que é uma perda muito grande, muito sensível, e que qualquer um sente falta.
Você é o primeiro técnico do basquete brasileiro a conquistar títulos tanto no feminino, quanto no masculino. Essa experiência te credenciou a comandar uma equipe de ponta do basquete masculino, além da seleção brasileira feminina?
Eu acho que a minha situação é inédita. Eu já fui campeão paulista e brasileiro pelo masculino e feminino. Jogos Abertos também ganhei três por um e três por um outro. Eu sou um técnico muito novo, tenho ainda de 10 à 11 anos de carreira, joguei basquete até os 40 anos. E o fato de ter sido convidado pra assumir o São José me deixou muito gratificado. Eu estava apenas no feminino e com um projeto muito grande na seleção, que é de renovação, campeonatos mundiais, agora Olimpíadas, mas sempre tive essa paixão muito latente pelo masculino. Então, como eu queria voltar para essa atividade que é a beira da quadra, a prática de todo dia, eu acho que voltar no masculino foi a melhor escolha, porque você não leva uma coisa de interferência, já que estamos em período de campeonato mundial. Então casou só coisas boas.
O São José caminhava para uma temporada não tão boa, como dos anos anteriores. A equipe era inconstante, mas desde que você assumiu foram quatro vitórias. A equipe que estava em sétimo já é o quinto. Dá pra sonhar com uma vaga no G4?
Esse é o meu maior objetivo. Eu tenho algumas metas extremamente curtas. Era um time que estava oscilando, em uma situação complicada, mais ao mesmo tempo é de um potencial muito grande, e que precisa de ajuste e tempo. Infelizmente na NBB, o segundo turno é tudo mais difícil. Para você conseguir duas, três vitórias seguidas é difícil, e as equipes que estão abaixo não querem cair de jeito nenhum. Eu sempre vou brigar pra ganhar todos os jogos. Tenho um DNA de não aceitar derrotas de jeito nenhum. Por mais que a situação seja difícil, o objetivo é realmente ficar entre os quatro. Os próximos dois jogos, contra o campeão paulista (Bauru) e com o Limeira, que está na nossa frente, serão decisivos. A gente vai buscar uma ou duas vitórias, aí realmente vamos começar a depender só da gente na briga pelo quarto lugar.










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