Com ilustração de joseense, livro traz saga de refugiados no Oriente Médio
Publicação terá todo o lucro revertido à entidades que apoiam a causa


Gustavo Magalhães realizará 40 ilustrações até fevereiro
Reprodução/Facebook
O ilustrador joseense Gustavo Magalhães encontrou, naquilo que sabe fazer de melhor, uma forma de ajudar refugiados que fogem da guerra e do Estado Islâmico em países do Oriente Médio. Desde de dezembro Magalhães desenvolve ilustrações para o livro “Turismo de Empatia: Refugiados do Oriente Médio”, que relata as experiências da jornalista Talita Ribeiro em viagem por campos de refugiados na Jordânia e Iraque.
O livro será dividido em crônicas e está em campanha de crownfounding (financiamento coletivo pela internet). Já foram arrecadados 40% dos R$ 30 mil necessários para sua publicação. Todo o lucro obtido com as vendas do título será revertido para os projetos de ajuda aos refugiados.
Assim que soube do projeto, Magalhães, que não conhecia a autora, entrou em contato para entender como poderia ajudar. Após ter o portfólio aprovado pela jornalista, ambos se reuniram em São Paulo para fechar os termos da parceria. No total, serão 40 ilustrações, que precisam ficar prontas até fevereiro, prazo para que o livro seja enviado à gráfica.O trabalho é voluntário.

Desenhos são feitos com apoio da esposa
Divulgação
“À medida que ela vai nos enviando os textos, nós criamos a ilustração conforme o tom da crônica. Em alguns casos o desenho precisa estar de acordo com alguma foto que a autora nos manda, mas na maioria das vezes é criação nossa mesmo. A empatia foi imediata entre a gente e as coisas estão fluindo. Será um mês intenso de trabalho”, conta.
Engajamento
Trabalhar no projeto do livro foi a forma que o artista encontrou de unir arte e engajamento social, dobradinha que, segundo ele, é importante para denunciar problemas e mobilizar a população em torno de uma causa.
“A arte tem esse poder de alcançar o coração das pessoas e eu acredito muito neste engajamento do artista com as questões humanitárias. Para mim é um dever de quem atua na área fazer com que o público se compadeça com o sentimento de outros seres humanos, principalmente daqueles que são vítimas de algo que está acontecendo de errado no mundo. Infelizmente essa prática tem sido cada vez mais esquecida pelos artistas”, comenta.
A esposa e companheira de estúdio (o Miopia, que o artista mantém em casa), Carolina Maia, será a parceira durante este mês de trabalho pesado no livro. Colorista e designer, Carolina trabalha na finalização dos desenhos.
Livro
De acordo com a autora, a ideia da publicação é retratar o cotidiano dos refugiados por um prisma mais humanizado. As crônicas relatam vivências de pessoas que já passaram por sequestro, fome, guerra e outras dificuldades. Mesmo assim, o viés da esperança e o sonho de melhores dias prevalece nas narrativas.
Além de contar histórias das pessoas, a publicação traz textos direcionados ao ambiente. Cultura, culinária e lugares importantes também fazem parte do livro. Quem quiser contribuir pode acessar a página do projeto. Para ajudar, as cotas variam de R$ 10 a R$ 5 mil, no caso de empresas que querem ter seu nome ligado ao projeto.
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