Com Mundial Júnior de Canoagem, Brasil volta à rota de eventos internacionais
A 471 dias do início dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, o Brasil está de volta à rota dos principais eventos do esporte internacional. Nesta quarta-feira, começa em Foz do Iguaçu (PR) o Campeonato Mundial Júnior e Sub-23 de Canoagem Slalom, competição olímpica com a participação de maior número de atletas e países estrangeiros desde o Mundial…

A 471 dias do início dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, o Brasil está de volta à rota dos principais eventos do esporte internacional. Nesta quarta-feira, começa em Foz do Iguaçu (PR) o Campeonato Mundial Júnior e Sub-23 de Canoagem Slalom, competição olímpica com a participação de maior número de atletas e países estrangeiros desde o Mundial adulto de Judô, em agosto de 2013. A Copa do Mundo de futebol, por sua grandiosidade, não entra na conta.
De acordo com a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), o Mundial que começa nesta quarta-feira em Itaipu vai reunir 380 atletas, de 36 países diferentes. Desde o Mundial de Judô, o principal torneio internacional sediado no Brasil havia sido o primeiro evento-teste da Olimpíada, a regata Aquece Rio de vela, que contou com 326 atletas de 35 países.
Por orientação do ministério do Esporte e do Comitê Olímpico do Brasil (COB), as confederações não pleitearam receber eventos internacionais nos últimos anos, especialmente em 2014. Afinal, o investimento está direcionado à preparação de atletas para a Olimpíada.
Assim, no ano passado o Brasil, exceto a Copa, quase não recebeu eventos internacionais, contentando-se com uma etapa do Circuito Mundial de Esgrima e outra da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno, ambas no Rio, e um Grand Slam de Vôlei de Praia, organizado de última hora em Barueri (SP).
Só neste ano, entretanto, estão previstos três Mundiais de base no Brasil: canoagem, luta (Salvador) e handebol (Uberlândia e Uberaba, em Minas Gerais). No segundo semestre, terá início o calendário de eventos-testes, com mais de 25 competições previstas.
MUNDIAL DE CANOAGEM – Desde que a CBCa passou a receber o patrocínio do BNDES, estatal escolhida pelo governo para financiar a modalidade, os resultados começaram a aparecer tanto no slalom (descida de rio de correnteza, desviando de obstáculos) quanto na canoagem velocidade (em linha reta e em águas calmas).
No slalom, Ana Sátila, caçula da delegação brasileira nos Jogos de Londres-2012, obteve feito inédito ao faturar o ouro no K1 (caiaque para um) feminino júnior no Mundial do ano passado. Em Foz, ela vai estrear no sub-23.
Atleta da casa e também olímpico em 2012, Pedro Henrique Gonçalves, o Pepe, é o principal nome da canoagem slalom no masculino. Depois do nono lugar em 2014 no K1 Sub-23, ele promete brigar pela medalha em Itaipu.
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