Com quatro séculos de história, Ilhabela faz 209 anos nesta quarta (3)

Ilhabela comemora nesta quarta-feira (3) 209 anos de emancipação político-administrativa. Contudo, o arquipélago, que é cartão-postal do Litoral Norte de São Paulo, já existe desde 1608, quando recebeu seus primeiros moradores.

Escrito por: Elaine Rodrigues3 min de leitura
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Antônio Luiz Colucci

Divulgação/PMI

Ilhabela comemora nesta quarta-feira (3) 209 anos de emancipação político-administrativa. Contudo, o arquipélago, que é cartão-postal do Litoral Norte de São Paulo, já existe desde 1608, quando recebeu seus primeiros moradores.

Sua beleza atrai milhares de turistas ao ano. Alguns gostam tanto do lugar, que se mudam e adotam a ilha como terra natal. É o que aconteceu com Antônio Luiz Colucci, prefeito da cidade.

“Eu vim construir uma casa de veraneio para passear com minha mulher, mas acabamos morando aqui. Foi a qualidade de vida e a beleza que me trouxeram para cá”, detalha.

O arquipélago se chamou ao longo de quatro séculos de Ilha de São Sebastião, Vila Bela da Princesa, Vila Bela e até Formosa. Tanta mudança causou revolta na década de 40 em seus habitantes que lutaram e conseguiram estabelecer, por meio de decreto do governo estadual, o nome de Ilhabela.

No dia de seu aniversário, o prefeito Antônio Luiz Colucci, 53 anos, conhecido como Toninho, fala de sua história com Ilhabela e dos desafios à frente da administração municipal.

Como começa sua história com Ilhabela?
Sou de São Paulo, capital, mas estudei odontologia na Unesp de São José dos Campos. Nessa época, em 1980, conheci minha esposa, que é de Ilhabela. Em 1990, nos casamos e fomos morar em Ilhabela. Costumo dizer que ela me enrolou por dez anos, só namorando. Quando vim para construir uma casa de veraneio aqui, eu já tinha um apartamento em São Paulo. Gostei tanto daqui que vendi o apartamento na capital e vim morar na casa que era só para passar o final de semana. Sempre tive paixão pelo litoral, por essa qualidade de vida.

O que mais gosta da cidade, cite algumas qualidades do lugar?
O que mais gosto em Ilhabela é a qualidade de vida que oferece. Aqui posso andar na rua tranquilo, temos segurança. Também gosto deste convívio com a mata, desta preservação e beleza da cidade. Outra coisa que gosto é por ser uma ilha distante do continente, isso a torna ainda mais especial, mais atraente. Ah, no final de semana também gosto muito de ir para Castelhanos, do outro lado da ilha com a família.

Qual o maior desafio à frente da Prefeitura de Ilhabela?
São muitos. É difícil falar num único. Saneamento, por exemplo, é desafio porque não depende só da gente. Quando assumimos era coletado 4 % do esgoto pela rede e agora está crescendo. Outro desafio é dar qualidade à educação e ampliar a rede pública municipal, trazer a creche e o ensino médio. Isso tudo era e ainda é um grande desafio, apesar de ter melhorado.

Se pudesse dar qualquer coisa, o que daria de presente de aniversário a Ilhabela?
Aqui, a gente vive de turismo e o maior problema é a sazonalidade, não tem calor o ano todo. A gente já tem um calendário bem consolidado, o que atrai turista o ano todo e já melhorou bastante, mas eu queria terminar o Centro de Convenções e Teatro Municipal. Começamos em 2011, mas tivemos muitas dificuldades e problemas. Eram pessoas trabalhando contra, talvez movidas por causas políticas e não que realmente eram contra o projeto. Mas, enfim, atrapalharam a conclusão e hoje eu queria ter entregue esta obra, mas infelizmente ainda não está pronto.

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