Comércio de S. José perdeu 882 postos de trabalho no 1º trimestre de 2015

Para o presidente da ACI, Felipe Cury, ano de 2014 interferiu no resultado

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Para o presidente da ACI, Felipe Cury, ano de 2014 interferiu no resultado

Do Meon

O setor do comércio de São José dos Campos perdeu 882 postos de trabalho formais no primeiro trimestre de 2015. Os dados são do Ministério do Trabalho e foram divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Somente em janeiro deste ano, a cidade teve saldo negativo de 578 postos de trabalho no setor. As demissões continuaram em fevereiro, com 122 encerramentos de contrato, e, em março, com 182.

Para Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), de São José dos Campos, os números de 2015 são um reflexo da péssima economia vivida pelo país no ano anterior.

“Tivemos um 2014 horrível, se tivesse poderes sobrenaturais arrancaria da história o ano passado. No início do ano, as esperanças se renovam e sempre esperamos uma melhora no setor, mas infelizmente tivemos esse números”, lamenta Cury.

De acordo com o presidente da ACI, o fim do ano passado já foi ruim para o setor. “Em dezembro passado, e vale ressaltar que dezembro é o melhor período para o comércio, tivemos uma queda de 23% nas vendas. Ou seja, esse número ruim, deixou todo mundo muito tímido”, comenta Cury que também relaciona o levantamento do primeiro trimestre com a crise das montadoras da região.

“O comércio é o primeiro a sentir o reflexo de demissões, lay-off, PDV e férias coletivas de montadoras da região. Quando o empregado se sente ameaçado, aperta o cinto e vai gastar só com o necessário”, diz Cury. Desde o ano passado, as montadoras General Motors, em São José, e Ford e Volkswagen, ambas em Taubaté, adotaram no mínimo uma das ações citadas pelo presidente da ACI.

Em 2014, a cidade já havia terminado o primeiro trimestre com um saldo negativo de 762 postos de trabalho no comércio, mas o número foi 15,7% menor na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

“Devido aos números, os comerciantes também apertam o cinto e o que me dá medo é a diminuição de investimentos principalmente em publicidade. Em um período como esse, temos que investir em publicidade e promoção, mas infelizmente, parte dos comerciantes consideram esses dois campos como uma despesa e não como investimento”, conclui Cury.

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