Comportamento é principal critério na disputa por vaga de emprego

Em tempos de crise, personalidade pode contribuir para evitar a demissão

Escrito por: Idelter Xavier2 min de leitura
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No primeiro semestre deste ano já foram mais de 200 mil demissões por justa causa

Divulgação/FotosPúblicas.com

Empresas se encantam com currículos profissionais na hora de contratar, porém, em tempos de crise, um excelente currículo já não é suficiente no meio corporativo.

Muitas organizações reclamam de não conseguirem encontrar profissionais adequados no mercado. São candidatos que apresentam ótimos currículos, mas que têm comportamento incompatível com o negócio, com a missão, visão e valores da corporação.

Com isso, o quadro que mais se repete atualmente é: contrata-se pelo perfil técnico e, pouco tempo depois, demite-se pelo comportamento. Dados do Ministério do Trabalho comprovam o fato. Entre 2011 a 2014 houve um aumento de pouco mais de 34% nas demissões por justa causa, contra 8,33% das demissões comuns. Somente de janeiro a junho de 2015, foram mais de 200 mil demissões por justa causa.

“Hoje o grau de humanização descrita na missão e visão das empresas no mercado aumentou muito. Valores não são apenas palavras, devem orientar o comportamento dos profissionais, darem sentido e canalizar esforços para que as vitórias sejam coletivas. Pessoas que se orgulham do local onde trabalham percebem uma nítida convergência entre seus valores pessoais e os valores organizacionais”, diz Flavia de Oliveira, especialista em gestão de carreiras.

Muito mais do que a competência técnica, a competência comportamental é fundamental no processo de avaliação para garantir sua permanência no ambiente corporativo.

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