Concílio das raças

Há 250 anos, nos EUA e na França, foi proclamado o princípio de que, por pertencermos à mesma espécie, temos os mesmos direitos, independente de etnia, cultura, religião, gênero, berço e cor. Mas tem um problema. As forças que lutam contra a discriminação, em prol de uma sociedade de iguais, acabam, por fim, enaltecendo as […]

Escrito por: Meon Redação1 min de leitura
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Há 250 anos, nos EUA e na França, foi proclamado o princípio de que, por pertencermos à mesma espécie, temos os mesmos direitos, independente de etnia, cultura, religião, gênero, berço e cor. Mas tem um problema. As forças que lutam contra a discriminação, em prol de uma sociedade de iguais, acabam, por fim, enaltecendo as diferenças.

Tomemos como exemplo a política de cotas (nas universidades, empregos públicos ou privados), um artifício para nos opormos à discriminação, mas que, para funcionar, exige que a gente acredite nas diferenças raciais.

Apesar disso, as “políticas afirmativas” trazem compensações. Desde 1994, quando o sistema de cotas foi adotado nos EUA, a presença de cidadãos de todas as cores nas grandes corporações se transformou num valor compartilhado por todos, no sentido estético (a diversidade é bela) e produtivo (a diversidade é funcional).

Bem ou mal, abriu-se caminho para que um negro (bacharel em Harvard, mas negro) se reelegesse ao cargo máximo da maior potência mundial de todos os tempos.

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